Citas agrícolas

Os Feitos de Thomas Sankara

2020.10.16 00:36 DIOgenes_123 Os Feitos de Thomas Sankara

  1. Ele vacinou 2,5 milhões de crianças contra meningite, febre amarela e sarampo em questão de semanas
  2. Ele iniciou uma campanha nacional de alfabetização, aumentando a taxa de alfabetização de 13% em 1983 para 73% em 1987.
  3. Ele plantou mais de 10 milhões de árvores para prevenir a desertificação
  4. ⁠ Ele construiu estradas e uma ferrovia para unir a nação, sem ajuda estrangeira
  5. ⁠ Ele nomeou mulheres para altos cargos governamentais, encorajou-as a trabalhar, recrutou-as para o serviço militar e concedeu licença-gravidez durante os estudos
    1. ⁠ Ele proibiu a mutilação genital feminina, os casamentos forçados e a poligamia em apoio aos direitos das mulheres
    2. ⁠Ele vendeu a frota do governo de carros Mercedes e fez do Renault 5 (o carro mais barato vendido em Burkina Faso na época) o carro de serviço oficial dos ministros.
    3. ⁠Reduziu os salários de todos os servidores públicos, inclusive os seus, e proibiu o uso de motoristas do governo e passagens aéreas de 1ª classe.
    4. Ele redistribuiu as terras dos proprietários feudais e as deu diretamente aos camponeses. A produção de trigo aumentou em três anos de 1.700 kg por hectare para 3.800 kg por hectare, tornando o país autossuficiente em alimentos
    E de novo 10. Ele se opôs à ajuda externa, dizendo que “quem te alimenta, te controla”. 11. Ele falou em fóruns como a Organização da Unidade Africana contra a penetração neocolonialista contínua da África através do comércio e finanças ocidentais. 12. Ele apelou a uma frente única das nações africanas para repudiar a sua dívida externa. Ele argumentou que os pobres e explorados não tinham a obrigação de devolver dinheiro aos ricos e exploradores. Em Ouagadougou, Sankara converteu a loja de abastecimento do exército em um supermercado estatal aberto a todos (o primeiro supermercado do país). 13. Ele forçou os funcionários públicos a pagar o salário de um mês para projetos públicos.) 14. Ele se recusou a usar o ar condicionado em seu escritório, alegando que tal luxo só estava disponível para um punhado de burkinabes 15. Como presidente, ele reduziu seu salário para US $ 450 por mês e limitou seus bens a um carro, quatro bicicletas, três guitarras, uma geladeira e um freezer quebrado 16. Ele próprio um motociclista, ele formou uma guarda pessoal de motociclistas só para mulheres. 17. Ele exigia que os funcionários públicos vestissem uma túnica tradicional, tecida com algodão burkinabe e costurada por artesãos burquinenses. (A razão é se apoiar na indústria e identidade locais, em vez da indústria e identidade estrangeiras) 18. Quando questionado por que ele não queria que seu retrato fosse pendurado em lugares públicos, como era a norma para outros líderes africanos, Sankara respondeu: "Há sete milhões de Thomas Sankaras." 19. Um guitarrista talentoso, ele escreveu o novo hino nacional sozinho 20. Ele renomeou seu país do depreciativo "Alto volta" para "Burkina Faso, a terra de homens íntegros" 21. Sua política externa estava centrada no anti-imperialismo, com seu governo evitando toda ajuda externa, pressionando por uma redução da dívida, nacionalizando todas as terras e riquezas minerais e evitando o poder e a influência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. 22. A administração de Sankara foi o primeiro governo africano a reconhecer publicamente a epidemia de AIDS como uma grande ameaça à África 23. Projetos de infraestrutura e habitação em grande escala também foram realizados. Fábricas de tijolos foram criadas para ajudar a construir casas em um esforço para acabar com as favelas urbanas 24. Em Ouagadougou, Sankara converteu a loja de abastecimento do exército em um supermercado estatal aberto a todos (o primeiro supermercado do país)
    Ele liderou um dos programas mais ambiciosos de reformas radicais já vistos na África. Ele procurou reverter fundamentalmente as desigualdades sociais estruturais herdadas da ordem colonial francesa.
    Essas desigualdades deixaram uma maioria de marginalizados, principalmente rurais, pobres e mulheres, na base da sociedade, muitas vezes sob a exploração de uma minoria de burocratas, empresários, militares e chefes tradicionais. Sankara concentrou os recursos limitados do estado na maioria marginalizada do campo. Quando a maioria dos países africanos dependia de alimentos importados e assistência externa para o desenvolvimento, Sankara defendeu a produção local e o consumo de produtos feitos localmente. Ele acreditava firmemente que era possível para os burquinenses, com muito trabalho e mobilização social coletiva, resolver seus problemas: principalmente a escassez de alimentos e água potável. No Burkina de Sankara, ninguém estava acima do trabalho agrícola ou das estradas de cascalho - nem mesmo o presidente, ministros do governo ou oficiais do exército. A educação intelectual e cívica foi sistematicamente integrada ao treinamento militar e os soldados foram obrigados a trabalhar em projetos de desenvolvimento da comunidade local.
    De acordo com Ernest Harsch, autor de uma biografia recente de Sankara, Burkinabe construiu pela primeira vez dezenas de escolas, centros de saúde, reservatórios de água e quase 100 km de ferrovia, com pouca ou nenhuma ajuda externa. A produção total de cereais aumentou 75% entre 1983 e 1986. Em 1984, seu governo, desafiando o ceticismo das agências doadoras, organizou a vacinação de 2 milhões de crianças em pouco mais de duas semanas. Ele também defendeu a preservação ambiental com campanhas de plantio de árvores e projetos de verde.
    Seu estilo informal de liderança estava em uma categoria própria. Harsch cita um ex-assessor que descreve Sankara como “um idealista, exigente, rigoroso, um organizador”. Essa disciplina e seriedade começaram com ele mesmo. Ele havia sido o primeiro entre os principais líderes a declarar voluntariamente seus modestos bens e entregar ao tesouro dinheiro e presentes recebidos durante as viagens. Harsch cita familiares que disseram que Sankara disse a eles para não esperar nenhum benefício dele porque ele é o presidente. Na verdade, na época de sua morte, seus filhos frequentavam a mesma escola pública, sua esposa estava subordinada ao mesmo emprego de funcionário público e seus pais moravam na mesma casa.
    Sankara desdenhou a pompa formal e baniu qualquer culto à sua personalidade. Ele podia ser visto casualmente andando pelas ruas, correndo ou deslizando visivelmente no meio da multidão em um evento público. Ele era um orador entusiasmado que falava com franqueza e clareza incomuns e não hesitava em admitir erros publicamente, castigar camaradas ou expressar objeções morais a chefes de nações poderosas, mesmo que isso o colocasse em perigo. Por exemplo, ele criticou o presidente francês François Mitterand durante um jantar oficial por receber o líder do Apartheid na África do Sul.
    Livros de Sankara:
    Somos os herdeiros da revolução mundial
    A libertação das mulheres e a luta pela liberdade africana
    Thomas Sankara fala
    Uma citação do livro - "Nosso país produz o suficiente para alimentar todos nós. Infelizmente, por falta de organização, somos forçados a implorar por ajuda alimentar. É essa ajuda que instila em nossos espíritos a atitude de mendigos." -Thomas Sankara
    “A revolução e a libertação das mulheres caminham juntas. Não falamos da emancipação das mulheres como um ato de caridade ou por causa de uma onda de compaixão humana. É uma necessidade básica para o triunfo da revolução. As mulheres sustentam a outra metade da céu. "- Thomas Sankara.
    Sankara é frequentemente referido como "Che Guevara da África". Sankara fez um discurso marcando e homenageando o 20º aniversário da execução de Che Guevara em 9 de outubro de 1967, uma semana antes de seu próprio assassinato em 15 de outubro de 1987
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2020.01.22 22:53 Wotanmu Enrico Dandolo (1107-1205)

Enrico Dandolo (1107-1205)
Proveniente de una importante familia de oligarcas venecianos, Enrico Dandolo fue elegido dux de Venecia en 1192, cargo que ocupó hasta su muerte en 1205.
Se trató de la máxima figura de la extinta República Serenísima de Venecia, la cual duró 1000 años (697-1797) y acuñó algunos nombres que pasarán a la posteridad por sus arrojos de heroísmo, gestión de crisis e inteligencia. El propio Dandolo era una figura muy respetada en vida, tanto por sus compatriotas como por los mandatarios extranjeros, quienes valoraban su sensatez, sabiduría y prudencia. Como detalle pintoresco, cabe destacar que Dandolo se fue quedando ciego a lo largo de su adultez, y prácticamente ya era ciego a la hora de ser elegido dux de Venecia, así que durante todo su mandato tuvo que convivir con esa discapacidad, lo cual generaba un raro clima de cara a sus aliados y a sus enemigos.
En el año 1201 se llamó a una IV Cruzada en Oriente Medio y se pidió formalmente la participación veneciana. El estado veneciano debía transportar a unos 35.000 hombres desde Venecia hasta Tierra Santa, servicio por el cual estaría trabajando todo un año hasta 1202 para construir y adaptar las galeras necesarias. El presupuesto pasado por Venecia a los príncipes cruzados constaba de un servicio de un año de acarreo a lo largo del Mediterráneo Oriental, más comida y suministros durante, más galeras de protección, además de los transportes y sus respectivas tripulaciones. El precio era altísimo, equivalente a los ingresos por impuestos de todo un año de Francia. Los cruzados aceptaron, y Venecia entonces puso todos sus recursos humanos y materiales a disposición de la IV Cruzada. De fracasar la empresa el estado veneciano -es decir las familias oligárquicas que lo componían- hubiera quedado literalmente en bancarrota.
Llegada a la fecha pautada Venecia tenía todo listo; no así los cruzados, quienes fueron llegando de a tandas desorganizadas y no alcanzaron a reunir ni los soldados ni el dinero necesario para pagarle a Venecia. A partir de entonces todo fue un juego de gestión de crisis, en donde el dux tuvo que negociar y renegociar cada detalle para que la empresa no se viniera abajo. Demás está decir que tener unos 20.000 soldados apostados en las inmediaciones de Venecia no ofrecía ninguna garantía de seguridad nacional, en caso de que se cancelara la cruzada y hubiera tenido que explicarle a esos hombres que habían dejado su vida en pos de una aventura que los haría ricos y redimiera sus almas que debían sencillamente volver a casa. Venecia era una de las ciudades más ricas del mundo, y hubiese sido carne de cañón para un ejército de hombres hambrientos e indignados.
Se llegó a un acuerdo que dignificara los intereses venecianos: condonando una parte de la deuda, los cruzados aceptaban ser comandados por el propio Dandolo hacia un cúmulo de ciudades cristianas de los Balcanes a las cuales Venecia cada tanto tenía que someter para que volvieran a ser parte de su órbita. Es decir, la Cruzada, en lugar de ir a por el enemigo musulmán, iniciaba su viaje atacando reinos y ciudades cristianas. El Papa estaba indignado y amenazaba continuamente con la excomunión de los cruzados (líderes y soldados) y de los venecianos. Dandolo y los líderes cruzados no vieron más remedio que seguir adelante; de lo contrario la situación se hubiera descontrolado y todos ellos hubiesen quedado en la ruina y empalados. El propio Dandolo supo utilizar inteligentemente su imagen, la de un hombre nonagenario y ciego, para dar un brillante discurso en la plaza de San Marcos, en donde anunciaba que él, un anciano decrépito y discapacitado, se unía a la guerra por Cristo. Los cruzados y los venecianos, coléricos, lo aplaudieron y echaron a llorar ante tal acto de entrega humana.
Comenzó el viaje, y entre tanto se atacaban ciudades (todas cristianas), se las saqueaba (para remunerar a los soldados) y se entrecruzaban mensajes con el Papa, el tiempo avanzaba y corría riesgo de terminarse el año de transporte acordado. Además los cruzados seguían sin pagarle en efectivo a los venecianos, con lo cual no habría dinero para proseguir la expedición. Es entonces cuando aparece un candidato al trono bizantino, el cual les explica a los cruzados que había sido depuesto por su tío, Alejo III, y que si los cruzados se ofrecían como ejército para impulsar su candidatura, él sería muy generoso retribuyéndolos una vez vistiera la púrpura. Dandolo, consciente de que Constantinopla era la llave al Mar Negro, negoció importantes concesiones a los comerciantes venecianos, como ser puertos y barrios comerciales enteros para ser puestos a disposición de Venecia. El trato se cerró, y el ejército cristiano volvió a ponerse en marcha para atacar otra ciudad cristiana... la más importante de todas en aquel entonces: Constantinopla.
El plan, según este candidato, era sencillo: presentarse frente a las murallas, por tierra y por mar, mostrar los músculos del impresionante ejército, y dejar que los partidarios del candidato lleven a cabo un golpe de palacio, de modo que éste pueda entrar sin violencia en la ciudad y coronarse sin derramar una gota de sangre. Y entonces el ejército cruzado podría proseguir su camino a Tierra Santa, ahora con renovados recursos.
El problema es que nada de esto ocurrió. No había ni un sólo noble dispuesto a apoyar al candidato bizantino, con lo cual la flota veneciana y el ejército de tierra quedaron varados en tierras que rodeaban Constantinopla, siendo poco a poco encerrados por el ejército que el emperador Alejo III comenzaba a reunir. Entonces la crisis pasó a un nuevo nivel: no había comida, dinero, los líderes cruzados estaban enfrentados, y para colmo su destino era el abismo. Si disolvían la cruzada y volvían a casa hubieran caído en la más mundana de las desgracias. Entonces Dandolo hizo una jugada diplomática de último momento, convocando a todos los líderes cruzados a parlamentar y explicarles su plan: no tenían más remedio que quedarse en Constantinopla y luchar... tomar la ciudad, poner por la fuerza al candidato imperial y presionarlo para que cumpla sus promesas una vez afiance su poder. Pues eso hicieron, y así comenzó el sitio a Constantinopla de 1203.
En un primer momento los bizantinos resistieron, y debido a la falta de recursos todo parecía indicar que los sitiadores se iban a morir de hambre antes que los sitiados. Los cruzados comenzaron a peinar los pueblos y ciudades del Bósforo, pero no era suficiente. Dandolo y los líderes cruzados llegaron a la conclusión de que necesitaban tomar por asalto a la ciudad, cueste lo que cueste, pues ésta no iba a rendirse por motus propio. El problema era que la ciudad era inexpulganable por tierra y por mar, ya que contaba con inmensas murallas que la cubrían desde todas partes. Sin embargo, las murallas marítimas eran ligeramente más bajas que las terrestres, y la flota veneciana tenía acorralada a la patética flota griega que a lo sumo podía defender una cadena que hacía que los barcos venecianos no descarguen máquinas de asedio directamente en las afueras de la ciudad. Los ingenieros venecianos diseñaron un sistema de puentes levadizos añadidos a las vergas de los veleros que sirvieran para que, desde los barcos, los hombres pudieran apostarse sobre las torres y las murallas y pelear cuerpo a cuerpo con los defensores, así como desde tierra se solían poner escaleras para trepar a los muros en los típicos asedios. El ataque, dirigido por los líderes cruzados por tierra y por Dandolo por mar, fue perpetrado simultáneamente. Por tierra los bizantinos resistieron, y por mar las galeras venecianas no alcanzaban a ser suficientes como para desequilibrar las murallas marinas y tomar al menos una torre.
En un momento drástico, cuando parecía que los defensores lograban con éxito expulsar a las galeras venecianas y sus escalas, cuando parecía que todo estaba perdido y que se auspiciaba la retirada, el viejo dux ciego de 96 años se posa sobre la proa del buque insignia de la armada veneciana, con la bandera de San Marcos ondeando al viento junto a él, armado hasta los dientes, y con una mano libre ordena al comandante del buque que se dirija hacia adelante, hacia las murallas. Al ver esta imagen, la de un anciano decrépito, ciego, arrojándose hacia adelante en una entrega apasionada, con la bandera roja y el león doraro y alado que sostiene el libro que cita <> ("La paz sea contigo Marcos, mi evangelista"), todos los comandantes venecianos ordenaron un ataque total sobre la muralla, lo cual desequilibró la defensa y abrumó a los bizantinos... y al poco tiempo, ese ataque colérico y frenético derivó en la toma de una parte de la muralla por parte de los venecianos, lo cual fue retenido con uñas y dientes por los atacantes, que más tarde pudieron iniciar un incendio devastador dentro de la ciudad, lo que generó el caos en la población y al poco tiempo ésta se amotinó contra su emperador, Alejo III, quien tuvo que huir de la ciudad y entregarla a los cruzados.
El candidato bizantino, ahora coronado Alejo IV se hizo con el control del desordenado país e intentó, como pudo, suplir las necesidades de los venecianos y de los cruzados. A los venecianos les concedió nada menos que el control de importantes puertos y barrios comerciales en todo el imperio. No obstante había hecho unas promesas demasiado exageradas, y por tanto imposibles de cumplir, de modo que poco a poco la situación volvió a descontrolarse, al punto en que el nuevo emperador fue tumbado por otro, autoproclamado Alejo V, el cual terminó poniéndose en pie de guerra con los cruzados para expulsarlos.
Dandolo, nuevamente, haciendo uso de sus espectaculares dotes de árbitro y consejero, les hizo ver a los cruzados que si se retiraban del Bósforo todo habría sido en vano, y que no les daban los recursos para continuar. Con lo cual, no quedaba más remedio que tomar por la fuerza lo que el (ex-)emperador Alejo IV les había prometido. Entonces se prepararon para un nuevo sitio, repitiendo sus tácticas, y teniendo éxito nuevamente. Ahora, derrotado Alejo V ya no había emperador con el cual negociar, de modo que los cruzados y los venecianos terminaron por adueñarse y conquistar el mismísimo Imperio Bizantino (entonces en occidente se conocía como Regnum Romaniae o Regnum Romanorum, es decir "Reino de Romania" o "Reino de los Romanos", respectivamente). Decidieron partirlo en cierto número de entidades políticas irrelevantes, lo que le facilitó el camino a una gran amenaza que la cristiandad, incluída Venecia, más adelante lamentaría profundamente: los turcos. El área circundante de Constantinopla pasó a llamarse Imperio Latino, entidad débil y frágil que duraría unos 60 años hasta que la nobleza greco-romana lograra reinstaurar el Imperio Romano de Oriente (hoy lo conocemos como Imperio Bizantino).
En esta partición, en tanto los líderes se disputaban regiones improductivas o como mucho agrícola-ganaderas, Venecia, bajo la sabia visión de Dandolo, pujó por lo que a nadie parecía interesarle, pero que era lo fundamental: los puertos, los barrios comerciales y la libertad de acceso al Mar Negro, la llave del comercio con los futuros dominios mongoles, que servían de ruta secundaria para comerciar con el Extremo Oriente.
Enrico Dandolo murió en 1205, apenas después del éxito del segundo sitio de Constantinopla (1204). De hecho, desplegando una vez más su gran energía vital se hallaba en plena campaña de ataque a los búlgaros, los cuales quisieron tardíamente llevarse un pedazo de pastel bizantino pero los cruzados no lo permitieron. Los cruzados y los venecianos se cobraron todos las pérdidas a costa de los territorios cristianos conquistados, y el populacho de soldados hizo lo propio con el saqueo de Constantinopla de 1204, el cual fue un verdadero descontrol y prácticamente no hubo cristiandad que valga.
La IV Cruzada, como tal, fue un completo fracaso en cuanto al objetivo fundamental que era el de atacar Tierra Santa y Egipto. El Islam salió fortalecido de esta guerra descontrolada entre cristianos, la cual fue una y otra vez improvisada sobre la marcha y tuvo como principal potencia beneficiada a Venecia. La serenísima república no había tenido la culpa de que la cruzada degenerara en un montón de agresiones, desencuentros y destrucción entre cristianos; simplemente se dedicó a gestionar una grave crisis, intentando caer parada lo mejor posible. Sin embargo, en adelante sería un lugar común el echarle la culpa a Venecia por todo lo sucedido, pues el trato despectivo hacia "los venecianos" y su "ruin ánimo de lucro" eran motivo constante de despotrique en las mentes piadosas de la cristiandad. A pesar de esto, a partir de entonces Venecia se expandiría por todo el Mediterráneo Oriental, conquistando islas importantes como Corfú, Creta, Negroponte y Chipre, inaugurando un sistema colonial que luego los imperios de ultramar occidentales terminarían copiando.
El cuerpo de Enrico Dandolo yace en la moderna Istanbul, en la catedral de Santa Sofía. Durante toda la historia veneciana fue venerado como un prócer nacional; lugar que por supuesto tenía más que merecido, y sirvió de inspiración para futuros sucesos en donde la pequeña Venecia se enfrentó a enemigos muy superiores en tamaño y recursos humanos, teniendo que sacar de su ingenio las respuestas a problemas inmensamente complejos.
Enrico Dandolo no sé si hoy estará en el recuerdo colectivo de la moderna Italia. Probablemente sí en la región de Véneto, en alguna medida... pero en su tiempo, así como el Mar, San Marcos, el dux Orseolo, el almirante Pisani, y otras figuras y conceptos, se convirtió en una pieza clave de la mitología veneciana. Prácticamente fue, desde entonces, la fuente de inspiración que le permitió a los venecianos apelar a los sentimientos más profundos de cara a las situaciones más difíciles que tuvieron que enfrentar.

Enrico Dandolo (por Domenico Tintoretto, ca. 1600).
Juramento de Enrico Dandolo ante los comandantes cruzados anunciando su participación como comandante en jefe de las fuerzas venecianas (Gustavo Doré, antes de 1883).
Bandera de San Marcos.
Tumba de Enrico Dandolo (catedral de Santa Sofía, Istanbul).
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2019.08.05 14:11 HDfueltech Frase HD Fueltech, hoy del psicólogo industrial "Padre de los Recursos Humanos" Elton Mayo

Frase HD Fueltech, hoy del psicólogo industrial

https://preview.redd.it/3anb8n1eeme31.png?width=1080&format=png&auto=webp&s=3d65d33fd28867ed411481cc3ec9970c40d7191b
#FelizLunes amigos, un placer saludarles y esperando sea esta una excelente semana para todos.
Saben que desde el día 2 de agosto hasta el 11 de éste mismo mes, se está llevando a cabo la Feria de las Flores de Medellín. Los protagonistas de esta fiesta son los silleteros, artesanos de las flores que cargan a sus espaldas las silletas: una especie de escudo cubierto de flores de todo tipo con las que componen paisajes, retratos, dibujos, mensajes… algunas pueden pesar hasta 70 kilos.
El origen de este festival se encuentra en la Exposición Anual de Flores y Hortalizas de 1906. En este evento se daban a conocer los productos de la región con el objetivo de promocionar la industria floral y agrícola, que era una de las más importantes de Medellín.
Y hoy día compartimos una frase del psicólogo industrial Elton Mayo. Especializado en teoría de las organizaciones, las relaciones humanas y el movimiento por las relaciones humanas.
"Un amigo, una persona que sea verdaderamente comprensiva, que se tome la molestia de escucharnos y considerar nuestros problemas, puede cambiar nuestra visión del mundo."
#HDfueltech #Frases #Escritos #Citas #EltonMayo #FeriaDeLasFloresDeMedellin #Colombia #Latinoamérica
https://www.instagram.com/hdfueltech/
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2018.02.09 02:56 AntonioMachado [2016] Victor Louro - A Floresta em Portugal. Um apelo à inquietação cívica

Livro não disponível online. Ver artigo de opinião ou palestra. Pontos a reter:
Veja-se a dificuldade que os economistas têm de considerar os investimentos florestais, ou as seguradoras para considerarem os seguros florestais: os períodos de tempo em silvicultura são de tal modo diferentes daqueles a que estão habituados nas suas atividades, que dificilmente raciocinam em torno das suas bases económico-financeiras para as atividades florestais. Mas o mesmo se verifica com outras atividades aparentemente mais próximas da silvicultura, como a agronomia. (28 e 29)
as exportações da autoeuropa são inferiores às das indústrias florestais (contribuindo menos de metade para a totalidade das exportações nacionais) e são conseguidas com uma quantidade de bens de origem portuguesa 9 pontos percentuais abaixo do sector florestal. Sendo uma empresa de alta tecnologia e capital-intensivo, emprega apenas 2,6% do número de pessoas empregadas nas indústrias florestais.
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2017.08.15 01:39 metalcyborgkiller Algunas consideraciones al artículo de Juan Carlos Monedero sobre Venezuela realizadas por nuestro compañero de Podemos Jose Manuel González

Jose Manuel González 1 h ·
IMPERDIBLE ARTICULO DE JUAN CARLOS MONEDERO QUE SUSCRIBO EN CASI SU TOTALIDAD Y AL QUE APORTO ALGUNAS CONSIDERACIONES QUE CONSIDERO NECESARIAS Y QUE COMPARTO CON USTEDES
Muy buen artículo de Juan Carlos Monedero que por supuesto tiene más repercusión mediática ( por su prestigio intelectual y político) que lo que yo vengo escribiendo de una forma más modesta en todos los muros y redes en Defensa de la Revolución Bolivariana.
Por supuesto que mis lectores habituales en las redes, no pertenecen a ese sector de nuestro pueblo al que reiteradamente fustiga Monedero con:" hay gente que les cree" en este artículo.
Algunos (por lo informado que os tengo sobre Venezuela) pensareis que algunas apreciaciones se las he dictado yo😂😂😂 nada de eso, son simples coincidencias que demuestran (que al igual que yo), Juan Carlos tiene una magnífica y directa información sobre este tema.
Incluso viene exponiendo lo que nos jugamos los pueblos en Venezuela (y al igual que yo) compara la guerra mediática con la España del 36 y con el chile del 73
POR ESO QUIERO APORTAR ALGUNAS PUNTUALIZACIONES QUE CREO NECESARIAS Y ALGUNAS DISCREPANCIAS, (DESDE MI CARIÑO Y ADMIRACIÓN AL COMPAÑERO) A ESTE MAGNIFICO ARTICULO, QUE SUSCRIBO CASI EN SU TOTALIDAD Y QUE COMPARTO CON USTEDES
A estas 11 tesis que expone Juan Carlos Monedero en este imperdible artículo, creo (desde mi punto de vista) que le ha faltado aclarar algunos temas suficientemente y que no ha abordado quizás por no hacerlo demasiado largo.
Por esto desde mi modesta opinión, quiero puntualizar alguna cosas (a modo de complemento a este artículo) así como algunas pequeñas discrepancias desde mi respeto y admiración por mi compañero en Podemos.
Para ello voy a abordar punto por punto, algunas de sus tesis y mi aportaciones a estas:
En la tesis número 3 escribe Monedero:
"Maduro heredò...tras la caida de los precios de petroleo...."
Pienso que está caída, forma parte de la guerra económica desatada contra Venezuela y fue provocada por el imperio yanky ,lo mismo que provocó la caída del cobre, durante el gobierno de Salvador Allende y esta vez lo hizo (como siempre) utilizando a Arabia Saudita como "esquirol" que se lanzó a aumentar la producción de "motus propio"violando los acuerdos de la OPEP.
También creo que a estas alturas no cabe referirse a : "....la muerte de Chavez".... sino a la desaparición de Chávez, ya que hoy existen numerosas e irrefutables sospechas de que fue asesinado por el imperio y fundamento esta apreciación en las siguientes preguntas:
¿ Es casual que se desataran al mismo tiempo numerosos cánceres en presidentes de gobiernos progresistas de América Latina, tales como en Hugo Chavez (este según los médicos cubanos que le trataron fue extrañamente galopante) en ell presidente de Brasil: Luis Ignacio Lula, en el de Paraguay: Fernando Lugo, o en la presidenta de Argentina: Cristina Fernández de Kirchner?
Está última llego a declarar, que al farmacéutico al que ella solía acudir, le habían llamado desde la embajada yanqui en Buenos Aires para ver qué tratamiento estaba siguiendo.
¿Porque cuando la delegación de Chávez acude a la Asamblea General de Naciones Unidas,en el aeropuerto de Nueva York, le retuvieron dentro del avión presidencial a toda su delegación dejando bajar solo a el y ni siquiera a su médico personal?
¿Porque el edecán personal de Hugo Chávez, vive como testigo protegido en Estados Unidos???
Creo que cuando escribe: "se debilitó el lazo con Estados Unidos creándose la Unasur y la CELAC".... debería haber mencionado también a Petrocaribe, CARICOM y la que más le dolió al imperio (según mi punto de vista) La Alternativa Bolivariana para las Américas (ALBA) integrada por los gobiernos mas revolucionarios y antiimperialistas del continente y la prueba está en que el primer golpe de Estado qué programa el imperio bajo la presidencia de Obama, fue en Honduras contra el presidente Mel Zelaya, para que este país abandonase el ALBA.
En la tesis número 4,Juan Carlos Monedero dice: " ...las importaciones, los dólares preferenciales o las dificultades para frenar la corrupción, que desembocan en el desabastecimiento..."
Pienso que además de éstas, la principal causa del desabastecimiento (desde mi punto de vista),es la brutal guerra económica a qué sigue sometida Venezuela, por lo tanto creo, que debería de haber citado, que una de las causas del alza de los precios, es el acaparamiento por parte de las empresas distribuidoras,como por ejemplo: La POLAR (la mayor distribuidora en Venezuela),pues no debemos olvidar, que gracias a la inteligencia Popular Bolivariana, se descubrieron varios galpones(almacenes) clandestinos en todo el territorio, con varias toneladas de alimentos y otros artículos de primera necesidad, y todos sabemos que una ley básica del comercio, es que la escasez de productos,conlleva al alza de los precios.
Por otra parte, lo mismo que cita algunos ejemplos de problemas "mal resueltos por Maduro"....., creo que hay que citar también, los aciertos de éste en esta guerra económica, como:
La creación de los Comités locales de abastecimiento y producción (CLAP) qué es una medida revolucionaria, basada en el trabajo de las comunas, que producen y distribuyen sus productos entre el pueblo y entre las que debemos destacar: el CLAP pesquero, qué ya en 2016 distribuyó más de 650 toneladas de pescado en el país, o los CLAP textiles, que se encargan de confeccionar uniformes escolares o los agrícolas etc.
O el cierre de la frontera con Colombia, (que se vio obligado a abrir por presión del gobierno de ese país y en aras de buena convivencia y vecindad)que desde mi punto de vista se debía de haber mantenido hasta hoy, para evitar el sangrado económico de Venezuela por la especulación y el contrabando de las mafias pagadas por las distribuidoras de gasolina Colombianas, llevándose esta de Venezuela a bajo precio con fines especulativos.
En cuanto lo que escribe: "Maduro supo reeditar el acuerdo "Cívico-militar"..... "y que es la existencia de Estados Unidos como Imperio es lo que ha construido el Ejército venezolano"...
Aquí discrepo de mi amigo Juan Carlos Monedero, porque otros países del continente han sufrido más agresiones de Estados Unidos (a lo largo de su historia) qué Venezuela y sus ejércitos continúan siendo de extracción elitista y proclives al golpismo, solo en Bolivia (en el siglo XX) hubo 56 golpes de estado y en Brasil 10 por poner algunos ejemplos.
Para mí la diferencia (como ya he escrito varias veces) entre el Ejército Bolivariano y los demás ejércitos de América Latina, estriba en que éste es el único que no ha pasado por las Escuelas de las Américas de Panamá, dónde los Yankees (con asesores de la Alemania nazi) instruían a cuadros militares del continente en el golpismo,en la lucha contrainsurgente, en las torturas, asesinatos y desapariciones de líderes sociales. Ejemplo el asesinato del Che.
Además la mayoría de los cuadros del Ejército Bolivariano, no proceden de élites oligárquicas o burguesas, como los del resto del continente y la es que Hugo Chávez era hijo de maestros de escuela y el traidor Raul Baduel (ex-general) hijo de un betunero.
En cuanto lo que dice Juan Carlos Monedero:
" y por eso es aún más patético escuchar al demócrata Felipe González pedir a los militares venezolanos que de un golpe contra el gobierno de Nicolás Maduro"
Yo digo que eso es coherencia política pues a los que le conocemos bien (desde que estaba estudiando Derecho) no nos ha engañado nunca
Ya que este elemento como agente de la CIA, desde que lo captaron para organizar el Congreso de Suresnes, y es un peón fundamental de la estrategia que esta agencia Norteamericana diseñe contra cualquier gobierno progresista o revolucionario, por eso desde siempre ha jugado y juega un papel beligerante contra la Revolución Bolivariana por eso recientemente (quizás por orden de la CIA) obtuvo la nacionalidad colombiana y por eso esto lo oculta la falsimedia española. (leer: “La CIA en España” de Grimaldo o “Soberanos e intervenidos” de Joan Garcés).
En cuanto a la tesis número 5
Ya escribí antes,que desde mi punto de vista, el hundimiento de los precios del petróleo forma parte de la estrategia imperial en la guerra económica contra Venezuela.
Y ahora añado, que el haber frenado la caída de estos precios y el repute de los mismos, es también un logro de Nicolás Maduro en la reunión que mantuvo en mayo de este año con la OPEP, pues èste llevaba la propuesta de recortar la producción para mantener estabilizados los precios del Petroleo, propuesta aprobada por un tiempo y con la oposición (como siempre de Arabia Saudita) recuerdo a tal efecto una reunión de la OPEP donde casi llegan a las manos Hugo Chávez y el monarca saudì, cuando el primero propuso que el dólar dejase de ser la moneda de transacción petrolera.
Respecto a la tesis numero 7
Suscribo todo lo escrito por Monedero, pero creo que es necesario puntualizar, que la estrategia imperial para invadir Venezuela, sigue al pie de la letra las directrices del senador de Estados Unidos y ponente del Plan Colombia Paul Coverdell quien dijo: "que para controlar a Venezuela, es indispensable ocupar militarmente a Colombia".
Y cuyo resultado fue la instalación en ese país siete bases norteamericanas.
Por eso recientemente el director de la CIA Michael Richard Pompeo, reveló recientemente la realización de una serie de reuniones con Colombia y México para evaluar las maniobras que supuestamente serán aplicadas desde estas naciones para “lograr un mejor resultado” con el fin de lograr un cambio de gobierno en Venezuela.
Y como he manifestado en varias ocasiones,creo que los acuerdos de paz con las FARC forman parte de esta estrategia imperial contra la revolución bolivariana.
Y fundamento esta apreciación personal en las siguientes preguntas:
¿Cómo explicar que tras mas de 50 años de lucha revolucionaria en Colombia (y donde siempre se abortò por parte de los distintos gobiernos, todos los acuerdos de paz con las FARC) ahora un oligarca como Juan Manuel Santos,que fue ministro de defensa de Uribe Vélez,que bombardeó una zona de Ecuador (sin consultar a Rafael Correa) para asesinar al dirigente de las FARC Raúl Reyes y que incursionó también en Venezuela (sin permiso de Chávez) para detener al también dirigente de las FARC Rodrigo Granda (lo que ocasionó un incidente grave con estos gobiernos) para entregárselo a los Yankees, haya conseguido este acuerdo, aún habiendo perdido el referéndum sobre los acuerdos de Paz ?
¿ Por qué tanta prisa?
Pienso qué Santos, no actúa de "motus propio" pues los gobiernos colombianos, siempre cumplen órdenes imperiales, por eso (desde mi punto de vista) para una posible invasión de Venezuela desde territorio colombiano, era urgente y necesario neutralizar a los insurgentes colombianos.
¿Es ajena la CIA a que las FARC haya aceptado el desarme unilateralmente, sin que también se hayan desarmados los paramilitares colombianos?
Mi conclusión es que Nicolás Maduro tras múltiples intentos de diálogo con la oposición que no fructificaban por la división de ésta, ha tenido una visión política tremenda cuando decidió en aras de la Facultad de que le otorgaba el artículo 348 de la Constitución, la convocatoria de una Asamblea Nacional Constituyente ante el desacato de la mayoría opositora en la Asamblea Nacional.
Y llegados a este punto, considero que es necesario explicar qué es la Asamblea Nacional Constituyente en Venezuela, para ello transcribo literalmente, los artículos referentes a este tema, del ejemplar que figura en mi poder, (regalado y firmado por Hugo Chávez cuando estuvo en Madrid) de la actual Constitución de la República Bolivariana de Venezuela:
Capítulo III. De la Asamblea Nacional Constituyente
Artículo 347. EL pueblo de Venezuela es el depositario del poder constituyente originario. En ejercicio de dicho poder, puede convocar una Asamblea Nacional Constituyente con el objeto de transformar el Estado, crear un nuevo ordenamiento jurídico y redactar una nueva Constitución.
Artículo 348.La iniciativa de la convocatoria de la Asamblea Nacional Constituyente podrán tomarla el Presidente o Presidenta de la República en Consejo de Ministros; la Asamblea Nacional mediante acuerdo de las dos terceras partes de sus integrantes; los Consejos Municipales en cabildos, mediante voto de las dos terceras partes de los mismos; o el quince por ciento de los electores inscritos y electoras inscritas en el Registro Civil y Electoral.
Artículo 349. El Presidente o Presidenta de la República, no podrá objetar la nueva Constitución.
Los poderes constituidos no podrán en forma alguna impedir las decisiones de la Asamblea Nacional Constituyente.
Una vez promulgada la nueva Constitución, esta se publicará en la Gaceta Oficial de la República Bolivariana de Venezuela o en la Gaceta de la Asamblea Nacional Constituyente.
Artículo 350. El pueblo de Venezuela, fiel a su tradición republicana, a su lucha por la independencia, la paz y la libertad, desconocerá cualquier régimen legislación y autoridad que contraríe los valores, principios y garantías democráticos o menoscabe sus derechos humanos.
La recién electa Asamblea Nacional Constituyente,la conforman actualmente 538 miembros que según las bases comiciales publicadas por Consejo Nacional Electoral (CNE) 364 constituyentes serán territoriales, ocho indígenas y 173 miembros sectoriales: estudiantes (24), campesinos y pescadores (8), empresarios (5), personas con discapacidad (5), pensionados (28), consejos comunales (24) y trabajadores (79).
En la sesión inagural de la ANC el 4 de Agosto,Nicolás Maduro en aras de sus funciones como presidente, propuso a ésta como objetivos programáticos los siguientes temas de trabajo:
Reafirmar los valores de la justicia, ganar la paz y aislar a los violentos en una constituyente para la paz.
Ampliar el sistema económico venezolano para dejar un sistema económico post petrolero.
Constitucionalizar las misiones y grandes misiones creadas por Hugo Rafael Chavez Frias
La justicia, el sistema judicial y penitenciario, la guerra contra la impunidad, el terrorismo, el narcotráfico. Aumentar las penas para una justicia severa.
Constitucionalizar las comunas y los consejos comunales para llevarlos al rango constitucional más alto por ser nuevas formas de la democracia participativa y protagónica.
La defensa de la soberanía nacional y el rechazo al intervencionismo.
Nueva espiritualidad cultural y venezolanidad, el carácter pluricultural y la identidad cultural.
Derechos y deberes sociales, educativos y culturales de la juventud venezolana.
El cambio climático, el calentamiento global y la sobrevivencia de la especie en el planeta.
Tras la Constitución de la Asamblea Nacional Constituyente (que incluso trabajó el domingo 6 de agosto) esta se ha marcado dos objetivos urgentes y prioritarios, el primero reemplazar en el cargo (por el que era Defensor del Pueblo Tarek William Saab) a la fiscal general Luisa Ortega, a la que se le ha prohibido salir del país, por el proceso abierto contra ella por sus casos de corrupción y que en connivencia con el imperio, era el tapón que impedía abrir procesos judiciales contra los responsables de 167 asesinatos víctimas de las “guarimbas”(terrorismo) desde el 6 de abril hasta el 4 de Agosto y que ya está dando resultados efectivos,con la reciente detención de los asaltantes del fuerte Paramacay en el estado de Carabobo y por ahora se acabaron las “guarimbas”,en el momento que ha desaparecido la protección de inmunidad que de hecho recibían de la fiscal general.
Y el segundo objetivo es detener y quizás acusados de crímenes de lesa humanidad a los especuladores que están acaparando y especulando con los precios y que al día siguiente del triunfo del pueblo en la elección de la Asamblea Nacional Constituyente, triplicaron los precios de algunos artículos de primera necesidad como “castigo al pueblo por su “osadia”de darle a la ANC mas de ocho millones de votos”.
Tras estos objetivos prioritarios elaborarán un proyecto de modificación de la Constitución actual para mejorarla en favor de los más desfavorecidos y posiblemente incluir temas que no recogia la del 2000.
Y sí ya de por si la Constitución del 2000, era considerada una de las mejores del mundo, recordemos cómo esta Constitución además de los tres poderes de Montesquieu (ejecutivo,legislativo y judicial) tiene además el Poder Ciudadano y el Poder Electoral.
Imaginèmonos cómo será la que se elabore ahora, una vez discutida por todos los sectores del pueblo y que tras ser sometida a referéndum, entre otras cuestiones elevará a rango constitucional,las conquistas sociales conseguidas hasta ahora por la Revolución Bolivariana a través de sus diversas “misiones” para que nunca puedan ser arrebatadas al pueblo.
Este gran avance revolucionario,(desde mi punto de vista)supone una auténtica revolución cultural en Venezuela y una profundización en la democracia participativa Bolivariana y reafirma en la práctica,la frase de León Troski: "de que toda revolución necesita el látigo de la contrarrevolución" para avanzar en sus logros.
Recordemos también,que en las democracias representativas, propias de los sistemas burgueses y capitalistas, los parlamentos en su mayoría están integrados por un solo partido bicèfalo (aunque le llamen bipartidismo) que defiende los intereses de la oligarquía y los poderes económicos.
Y que en estas democracias, el ciudadano delega su voto y por lo tanto su capacidad de decidir,en unos representantes de partidos políticos,cuyas listas son elaboradas por poderes normalmente económicos que les financian las campañas electorales (el que paga exige) a cambio de determinadas prebendas que por lo general suelen estar ligadas a las áreas económicas y jurídicas para mantener sus privilegios de clases. Esto demuestra que en las democracias representativas el ciudadano vota, pero no elige.
Por eso en nuestro país, PODEMOS es el enemigo a batir por la oligarquía y sus medios, porque rompemos sus esquemas tradicionales de financiación y elección de candidatos por lo cual,ellos no pueden manipularnos ni someternos a sus intereses clasistas.
Por esto cada cierto tiempo (en España cada 4 años) y al no existir revocabilidad de los cargos, se permiten incumplir sus promesas electorales ya que sólo se ocupan del pueblo en las campañas electorales.
Sin embargo (como he expuesto antes,sobre la composición de la Asamblea Nacional Constituyente)en las democracias participativas, el pueblo no delega su representatividad en unos politiqueros o politicastros (que viven de la politiquería) sino que se representa a sí mismo mediante delegados elegidos directamente por ellos y que pueden ser destituidos al incumplir sus promesas sin tener que esperar al final de la legislatura (lo presencié en Cuba en una asamblea vecinal) y donde los diversos colectivos sociales participa activamente mediante reuniones y asambleas en las propuestas y decisiones políticas.
Y además la Constitución actual venezolana, establece que a la mitad del mandato, todos los cargos pueden ser revocados por el pueblo (repito) si han incumplido lo prometido,esto también lo tienen la Constitución cubana, pero sin tener que esperar (como he escrito antes) a la mitad del mandato.
Esto explica la reacción imperial y sus lacayos (a través de sus medios) a la profundización de la Revolución Bolivariana mediante la ANC y lo explica el miedo a que otros pueblos del mundo sometidos a las doctrinas neoliberales,imiten al pueblo venezolano y acaben con sus privilegios clasistas amparados por unos regímenes a los que consideran eternos.
Y la reacción imperial también lo explica los resultados electorales de del 30 de Julio con más de ocho millones de votos en apoyo de la ANC a pesar del terrorismo para amedrentar a los votantes que desafiaron ríos crecidos montañas y tiroteo para ejercer su derecho al voto y a pesar de que en 3 distritos en manos de la oposición no permitieron que la gente saliesen a votar.
Repito esta derrota masiva de la oposición alentada por el imperio y sus medios, ha frenado en seco el terrorismo foquista que el imperio y sus mercenarios estaban desarrollando en Venezuela.
Y esta derrota ha propiciado la división entre los miembros de la MUD,ya que unos son partidarios (y se van a presentar a las próximas elecciones de octubre a gobernadores y a alcaldes lo que de facto supone reconocer ahora el mismo Comité Nacional Electoral que antes negaban) y otros por el contrario,quieren seguir cumpliendo las órdenes del imperio norteamericano, de ahí el cabreo del emperador Yankee.
Estos últimos días hemos visto como incluso este “Cesar Imperial” (títere de los lobbies sionistas y del complejo tecnológico militar e industrial de EE.UU.) ya habla abiertamente de invasión militar de Venezuela, ya veremos si se atreve, pues (como he expresado varias veces) la revolución cubana (que ya derrotó al imperio en Playa Girón y en Angola)estoy seguro no iba a dejar solo al pueblo bolivariano y la intervención cubana llevaría la guerra a su propio territorio (recordemos que Cuba está solo a 90 millas de EE.UU.) y a esto le tienen pánico los yankys y lo vemos recientemente en las bravatas que ha lanzado el títere imperial contra Corea del Norte y que inmediatamente han sido corregidas por un alto jefe militar del pentágono manifestando su temor a que un misil nuclear coreano pueda alcanzar territorio de EE.UU.
Y como he manifestado varias veces también, una intervención en Venezuela convertiria el hemisferio en otro Vietnam como vaticinó el Che, ya que los pueblos latinoamericanos no lo consentirían de ahí la reacción de todas las instituciones y gobiernos latinoamericanos, tras las declaración de Trump, por el temor que tienen a que una posible vietnamización del continente se lleve por delante a los gobiernos títeres imperiales, como sucedió con Vietnan del Sur.
Y como he escrito varias veces, para someter a un pueblo no vale destruirlo desde el aire, hay que poner los pies en el suelo y la historia lo demostró en Vietnam que la guerra de todo el pueblo es una guerra asimetrica para la que no están preparados los ejércitos profesionales,ya que cada combatiente revolucionario luchando por una causa justa, equivale a varios mercenarios que temen morir por perder su sueldo y por eso muchos desertaron en Vietnam.
Por eso concluyo diciendo lo que tantas veces he escrito, que hoy la tarea fundamental de toda persona decente, al igual que en 1936 en España y 1973 en Chile es defender la Revolución Bolivariana como alternativa al neoliberalismo y ante esto no valen medias tintas.
Pues desde hace tiempo vengo observando cómo están surgiendo otra vez los "NI-NI" al igual que pasó cuando la invasión de Irak de Libia o Siria que estos solían decir: “NI con Saddam Hussein NI con el Imperio”.... “NI con Gadafi NI con el Imperio”...etc.
Y desde mi punto de vista, esto se llama cobardía política “disfrazadas de aparente neutralidad” lo que de alguna forma convierte a estos NI-Nis en cómplices imperiales por inanición ya que nunca condenan al agresor.
Pues colocan en el mismo plano al agresor y agredido, por lo tanto para mí son meros cómplices pasivos.
Y como tengo claro donde están mis intereses de clase y mi deber como revolucionario es defender siempre a los oprimidos y a los gobiernos que defienden nuestros intereses, hago mía la frase de Fidel como homenaje a su 91 aniversario:
“El verdadero hombre,no piensa de que lado se vive mejor, sino donde está el deber”
Y mi deber está hoy en defender la revolución Bolivariana y por eso termino este largo artículo con el grito:
¡ VIVA LA REVOLUCION BOLIVARIANA !
¡ABAJO EL IMPERIO YANQUI Y SUS LACAYOS¡
¡ EN VENEZUELA NO PASARAN !
(José Manuel González 13 08 2017 en el 91 Aniversario del inmortal Fidel)
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2016.12.13 01:18 alforo_ "Mensajeros de la Paz" es una ONG que dirige el sacerdote responsable de una Fundación del PP

El Otro País
Como la estrategia de la araña, el Gobierno Partido Popular (PP) que preside José María Aznar, utiliza cualquier resquicio que puede para introducirse en sectores suceptibles de captar votos cara a las convocatorias electorales, aprovechándose de grupos franquistas desechados, Organizaciones No Gubernamentales (ONG), asociaciones o plataformas ultraderechistas, recicladas en demócratas de toda la vida; también, al mismo tiempo, el PP usa estas organizaciones sin ánimo de lucro de negocios y pagar en 'especias' todos los imprescindibles apoyos electorales y políticos.
Es el caso de Mensajeros de la Paz, una ONG cuya presidenta de honor es Ana Botella, mujer de Aznar, presidente de Gobierno. En la revista Claro Oscuro, una de las que tiene Mensajeros de la Paz, publicación superlujosa donde las haya, el cura ultraderechista Ángel García Rodríguez, presidente ejecutivo de esta ONG, dice que Mensajeros de la Paz está trabajando en 22 países, contamos con 296 hogares funcionales donde tenemos acogidos a más de 2.300 niños y jóvenes, después de haber atendido a 21.000. Asimismo se han atendido más de 4 millones (sic) de llamadas de personas mayores a través del Teléfono Dorado, además de los 3.000 ancianos que atendemos en nuestras residencias. En la publicación, dedicada a la Edad Dorada, Claro Oscuro informa sobre la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) que dirigen en La Bañeza, León, por decisión del Gobierno a propuesta de Ana Botella.
Mensajeros de la Paz abarca un complejo entramado de asociaciones y fundaciones, cuyos dirigentes son altos ejecutivos, propietarios de empresas y destacados dirigentes del PP, sobre todo. Los estatutos declaran su aconfesionalidad y ausencia de ánimo de lucro; sin embargo, Mensajeros de la Paz supera cada año la cifra de trescientos mil millones de pesetas contables en activos, patrimonio y movimientos bancarios. Ángel García Rodríguez, sacerdote diocesano, es quien lleva el timón del barco multimillonario, cuyos negocios penetran en la Cooperación Internacional, en programas públicos para la infancia, jóvenes, mujeres y pensionistas, Teléfono Dorado, atención residencial, programas educativos (privados y concertados), programas preventivos, socio-sanitarios y una gran nómina de beneficiosas firmas, con apoyo económico y político del Gobierno Aznar.
Mensajeros de la Paz fue constituida y registrada como ONG en 1972, por iniciativa de Ángel García Rodríguez. En pleno franquismo, este cura fue apoyado por el almirante Luis Carrero Blanco, vicepresidente del Gobierno en la dictadura. Ángel García aprovechó sus lazos evangélicos para construir un imperio, con la cobertura de la misericoria de Dios como reseña en sus publicaciones. En los estatutos de Mensajeros de la Paz dicen que no tienen afán de lucro, es laica y, además, es apolítica.
Estafas en el nombre de Dios
Pero al cerrarle la puerta a la verdad, la realidad se cuela por la ventana. Para entenderlo, reseñemos algunos detalles sin importancia. El beneficio medio anual que obtiene Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, supera los seis mil millones de pesetas libres de impuestos; entre sus afiliados hay una pléyade de falangistas, ex-militantes de Fuerza Nueva, viejos activos de la Guardia de Franco, ex-jóvenes cachorros fascistas que fueron procesados por sus hazañas heróicas, guerrilleros de Cristo Rey, policías de la Brigada Político-Social (BPS), somatenes, nostálgicos franquistas y sobre todo una numerosa corte de miembros del Opus Dei.
El Padre Ángel, así le llaman sus acólitos, celebra anualmente, con misas, los aniversarios de la muerte del dictador, de José Antonio Primo de Rivera, fundador de Falange; de Luis Carrero Blanco, su admirado protector; y por supuesto, del beato José María Escrivá de Balaguer, fundador del Opus Dei y santo devoto del Padre Ángel.
La ONG que gestiona Ángel García Rodríguez, Mensajeros de la Paz, es el auténtico vivero de cachorros del PP, que antes eran activos duros contra los antifranquistas militantes. Hoy, esta ONG sin ánimo de lucro, hace proselitismo para el PP como hace campañas electorales a favor del partido aznarista, pues no en vano la preside su protectora y patrocinadora. Durante las campañas electorales, el Padre Ángel remite cartas a sus afiliados y personas acogidas en las residencias de ancianos que él regenta con dinero que sale de los Presupuestos Generales del Estado; en esa carta les dice que elija lo que usted considere mejor, pero hágalo pensando en Dios Nuestro Señor y en quien vele por nuestra fe cristiana como el Partido Popular del Señor Don José María Aznar López.
Las millonarias cuentas corrientes de Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, no aguantan las más clementes auditorías; el negocio de Dios, como le llama el Padre Ángel, tiene tantas ramificaciones que, para Hacienda y sus inspectores, la gestión resulta muy opaca, y hemos querido incoar expedientes a Mensajeros de la Paz, pero lo impiden desde arriba. Otra cosa será que alguien vaya por vía judicial. Los ingresos ilegales de esta ONG son mil veces superiores a las cantidades declaradas; y sus recursos legales, uno de los más altos. Mensajeros de la Paz recibe de la Agencia de Cooperación mucho más dinero que el que declaran oficialmente; sumando a las subvenciones legales, partidas de ayuntamientos (Madrid se lleva la palma), comunidades autónomas, grandes bancos, cajas de ahorro, ministerios, multinacionales y grandes empresa, la cantidad administrada por el Padre Ángel resulta incalculable. Una de las entradas, en partidas millonarias indeclaradas, procede de los Fondos Reservados.
El patrimonio inmobiliario de esos Mensajeros de la Paz supera los trescientos edificios, cedidos por ayuntamientos (José María Álvarez del Manzano, alcalde del PP en Madrid, es quien más indulgencias plenarias tiene), instituciones públicas; como también de algunos albaceatos que apodera el Padre Ángel, legados testamentarios, donaciones pías y hasta de préstamos a fondo perdido.
Entre sus bienhechores nunca podría faltar la Casa Real, con los apoyos del rey, la reina, príncipe, infantas-princesas y respectivos consortes. Tampoco (cosas veredes Sancho) Felipe González, Manuel Chaves y José Bono; por exótico, reseñaremos el apoyo recibido de Mijail Gorbachov. El Padre Ángel también logro engatusar a la UNESCO. Entre las firmas más destacadas que apoyan el negocio de Ana Botella y del Padre Ángel, están las cuestionadas multinacionales McDonald's y Disneyland; como Telefónica, que regala integramente el Teléfono Dorado para consultas permanentes; Iberia, que resuelve los viajes píos a Roma, Lourdes y Fátima; Airtel y, cómo no, Radio Televisión Española (RTVE), ente que dirige el conspicuo González Ferrari, al que en el Pirulí rebautizaron como voz de su amo y bienpagáo. RTVE retransmite en directo actos públicos organizados por Ana Botella y el Padre Ángel, como la lectura ininterrumpida de la Biblia (del lunes al jueves de Semana Santa, que pueden seguir por teléfono, televisión en directo, videoconferencia e internet); o la inaguración de la UNED (Universidad de La Bañeza, en León), regida por Mensajeros de la Paz.
Entre las actividades educativas organizadas por el Padre Ángel, destaca el Día de los Abuelos, celebrado en los jardines de su complejo residencial, los belenes fantásticos de cada Navidad, las citas programadas con famosos, visitas al Real Madrid con la Fundación Pequeño Deseo, constituida por RBA Internacional, multinacional de la industrial cultural, para que el joven Alfonso visitara el Estadio Bernabeu; concurso de disfraces y bailes, comidas fraternales con paellas gigantes y un extenso repertorio educacional que patrocinan sociedades multinacionales, grandes bancos, entidades financieras e instituciones públicas.
Los Convenios de Colaboración de la ONG los gestiona Ana Botella desde su lujoso despacho en la sede de Mensajeros de la Paz (General Vara del Rey, número 9, en Madrid); además de Iberia y Fundación Telefónica, están los acuerdos suscritos con Fundación Cofares, AENA, Antena 3TV, Fundación Puleva, Azucarera Ebro Agrícolas, Fundación Madritel y otros onerosos con ayuntamientos, fundaciones y patronatos para dirigir residencias de personas mayores. El patrimonio personal del Padre Ángel resulta incalculable; tan creíble como su nepotismo; familiares suyos trabajan con él y aunque es el Padre Ángel quien rige todos sus negocios, con Mensajeros de la Paz a la cabeza, sus allegados gestionan los trabajos, la contabilidad y labores invisibles, como hace Nieves Tírez Jiménez, bracito derecho le dicen, que es, además, la secretaria personal del avispado cura sin ánimo de lucro.
Además de Ana Botella y el Padre Ángel García, cabezas visibles de Mensajeros de la Paz, a la ONG pertenecen ministros y ex-ministros, franquistas y tardos; miembros de Tácito; Álvarez del Manzano, alcalde de Madrid, y María Eulalia Miró, su esposa, que a su vez es presidenta de Mensajeros de la Paz en Madrid; Ana Rodríguez Mosquera, presidenta honoraria en su comunidad y esposa de José Bono, presidente de Castilla-La Mancha; asimismo, pertenecen o han colaborado con Mensajeros de la Paz, varios personajes de menor calibre, como Concepción Dancausa, Secretaria General de Asuntos Sociales; Javier Urra, Defensor del Menor en Madrid; Lidia San José, Belinda Washintong, Paz Padilla, Matías Prats, Lina Morgan, Luisa Fernanda Rudí, Esperanza Aguirre, Carmen Posada, las actrices Florinda Chico y Miriam Díaz-Aroca.
Caras visibles, mundillo oscuro
Asimismo, forman parte de su entramado Sandra Mayers, deportista y militante de derecha; los cardenales Ángel Suquía y Marcelo Martín, franquista el último de aquí te espero, encarnizado fustigador del también cardenal Enrique Tarancón, al que llamó rojo de los infiernos cuando éste exigió como presidente de la Conferencia Espiscopal española, democratizar profundamente la estructura del Estado y en consecuencia el verticalismo de la Iglesia católica.
En la nómina de colaboradores de Mensajeros de la Paz, está Rodrigo Rato, vicepresidente del Gobierno; Miguel Ángel Cortés, secretario de Estado; Eduardo Zaplana, presidente de la Comunidad de Valencia; Camilo Lorenzo, obispo de Astorga; para rizar el rizo, figura el cardenal Pio Laghi, nuncio papal en Argentina durante la dictadura militar de Videla, al que calificó de cruzado de Dios, haciendo que fuese bajo palio en varias misas celebradas por él; asimismo, bendijo su acción política, pues lo hace para gloria del Señor Jesucristo, como denunciaron Madres de Plaza de Mayo. La lista es tan extensa que es difícil pormenorizarla. Con el botón de muestra parece suficiente.
El patrimonio fundacional de Mensajeros de la Paz era de 366.715 pesetas. Sin embargo, según la contabilidad oculta que figura dentro de la documentación de esa ONG, aquella cantidad es ridícula, pues la cifra es más de doscientos mil millones en su presupuesto anual. El uno de abril de 1997, Mensajeros de la Paz alquiló una planta en Madrid, en el número 47 de la calle Goya, pagando 2.700.000 pesetas al mes a Josefina Cimino Varela, la propietaria, que entonces residía en Santander.
Los ingresos de Mensajeros de la Paz en 1978 llegan a 75.877.510 de pesetas con gasto de 75.674.875. Es decir, la contabilidad cuadrada. Ese año, Mensajeros de la Paz organizó un concierto del que obtuvo 800.000 pesetas de beneficio, al que hay que sumar 7.240.243 pesetas, que figura textualmente en otra cuenta como beneficio de bingos. Ese año, Mensajeros de la Paz recibió 38.688.181 pesetas legales-oficiales de subvenciones. Pero en 1979, la cifra legal se disparó. El presupuesto de Mensajeros de la Paz fue de 51.574.250 de pesetas; según la documentación que corresponde a ese año fiscal, los beneficios de bingos eran 96 millones de pesetas redondas; en 1997, Mensajeros de la Paz declaró unos ingresos de 267.490.912 en pesetas, cantidad de las que 255.500.036 procedían de subvenciones públicas legales, gastando 114.612.148 de pesetas, quedando un saldo a su favor de más de 150 millones de pesetas.
Sólo el patrimonio inmobiliario que administra Mensajeros de la Paz (concesion de instituciones públicas, organismos estatales y Conferencia Episcopal española), está valorado oficialmente en más de novecientos mil millones de pesetas. Por ejemplo, el seminario de La Bañeza, en León, cedido por el Obispado de Astorga (16.000 metros cuadrados construidos y 12.000 útiles), está valorado en 35.900 millones de pesetas por el Colegio de Arquitectos.
Las relaciones con el PP
La presidencia honorífica de Ana Botella la ejecuta Ricardo de León Egües, también responsable de la Fundación Humanismo y Democracia que preside el democristiano Javier Rupérez, actual embajador del Gobierno PP en Washington, amigo y protector de la ultraderecha anticubana, y animador aquí de opositores fascistas anticubanos como Carlos Alberto Montaner y Guillermo de Gortázar, diputado por el PP éste último, casado con Pilar del Castillo, actual ministra de Cultura, y enlace del presidente José María Aznar con la Fundación Nacional Cubano-Americana, muchos de cuyos dirigentes fueron procesados en Estados Unidos por tráfico de armas, asesinatos mafiosos, atentados políticos y narcotráfico. La Fundación Humanismo y Democracia tuvo en sus filas a José María Aznar desde el 4 de mayo de 1994 hasta el 11 de noviembre de 1996, llevando ya cinco meses presidiendo el Gobierno.
En su momento, la Coordinadora de Organizaciones No Gubernamentales de Cooperación para el Desarrollo (CONGDE) manifestaba su extrañeza por la casualidad de que León Egües estuviera en Mensajeros de la Paz y al mismo tiempo fuese responsable de la Fundación Humanismo y Democracia. Ricardo de León Egües perteneció al Gobierno Autónomo navarro cuando Juan Cruz Alli tomó posesión de la presidencia del mismo, el 25 de septiembre de 1991. Ricardo de León Egües fue asesor del Ejecutivo autonómico y, después, aunque nombrado por Alli, sería consejero para el Bienestar Social a petición del presidente Aznar, que tiene con Unión del Pueblo Navarro (UPN) un acuerdo de fusión en la Comunidad. La Fundación Humanismo y Democracia nació el 13 de octubre de 1977, según escritura pública número 3.929, formalizada por José María Prada González, notario de Madrid. La integraban Fernando Álvarez de Miranda, que fue Defensor del Pueblo; Óscar Alzaga y Rafael Arias Salgado (después ministro de Fomento con el primer Gobierno del PP); Luis Vega Escandón, que presidió la Jornada de la Asamblea de las Asociaciones La Cruz de los Ángeles y Mensajeros de la Paz el 31 de marzo del año 1973 en Oviedo; José Luis Cudos Samblacat, así como Iñigo Cavero, Geminiano Carrascal Martín, Julen Guimón, Modesto Fraile, Pilar Salarrullana y Luis Gómez-Acebo, ucedistas y aliancistas y algún componente de Tácito que ayudó a José María Aznar a encarrilar al PP en su ficticio viaje hacia el centro. Javier Rupérez, embajador del Ejecutivo en Washintong, donde tiene muchos amigos, es presidente de la Internacional Liberal; uno de sus vicepresidentes de la Internacional es el contrarrevolucionario Carlos Alberto Montaner, quien tiene una biografía encubierta de oscuras acciones y plagios literarios y que, públicamente, en directo (en un programa que condujo Mercedes Milás), amenazó al sacerdote jesuita José Ignacio Ellacuría pocas semanas antes de que fuese asesinado junto a sus compañeros en la capital salvadoreña. La vida y milagros de Montaner corresponden a otro capítulo. El 14 de mayo del año 1985, el democristiano Javier Tussell fue nombrado director de la Fundación Humanismo y Democracia. Tussell recibió el encargo de establecer relaciones con la Fundación Konrad Adenauer, que coordinaría Carlos Moro Moreno, delegado de Gobierno en Castilla-La Mancha. Poco años después, Carlos Moro Moreno sería implicado en el escándalo del lino, tras ser acusado por José Bono como un cazaprima por recibir comisiones para manipular estos cultivos. Una finca familiar, dedicada a la explotación agrícola, sufre un incendio, perdiendo algunas hectáreas; cuando las llamas asolaban la tierra, el capataz no dejó entrar a los bomberos, diciéndoles que tenía la orden del amo y que tenía controlado aquel fuego cuando la dotación estaba viendo que el siniestro total aún estaba en pleno auge. Pero entre compensaciones de las aseguradoras, las subvenciones públicas y los pagos estatales, el incendio supondría un monto superior al beneficio obtenido en las cinco últimas temporadas.
Una línea 900 de Telefónica
La luz de crear Mensajeros de la Paz le vino a la cabeza a Ángel García Rodríguez, en 1963. El Padre Ángel estudiaba en el seminario diocesano de Oviedo. Ángel García Rodríguez se preguntó qué haría, dice en charlas pastorales. Nueve años después, fundaba su organización en compañía de María Antonia Camacho Vacas, José Manuel Alfonso Ramos, Domingo Pérez Fernández, Azucena Aguado Calvo, Miguel Coviella Corripio, Miguel Jover Bellod, Amparo Pintado Cespedes y Rodrigo Pérez Perela. Parte de los fundadores crea el 23 noviembre del año 1996, la asociación Edad Dorada, con el número 161.791 en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. En Mensajeros de la Paz y Asociación Edad Dorada, coinciden el Padre Ángel y María Antonia Camacho Vacas.
Asociación Edad Dorada-Mensajeros de la Paz (nombre completo) se declara independiente, aconfesional y apolítica (artículo segundo de los estatutos), sin ánimo de lucro (artículo cuarto), con proyección e implantación mundial en países en vías de desarrollo. Esta ONG escrituraba un patrimonio fundacional de 500.000 pesetas. Pero en 1999 tenía previsto ingresar unos 976 millones, de los que casi 618 figuran en el apartado subvenciones, donaciones y legados, aparte de los 437 millones por los ingresos de patrocinadores y colaboradores. Mensajeros de la Paz tienen aún más facetas, pues además de presentarse como ONG, organización benéfica, fundación caritativa y asociación, auspicia la Fundación Teléfono Dorado, que explota, como su nombre indica, el Teléfono Dorado que según dicen ellos ha recibido más de tres millones y medio de llamadas para paliar la soledad de personas mayores. Esta Fundación, constituida en agosto de 1998, también está presidida por el Padre Ángel, e integrada por Pedro Mella Fernández, vicepresidente; María de las Nieves Tírez Jiménez, secretaria general de la Fundación y secretaria personal del propio sacerdote; José Ramón Campos Mulero, Antonio Rodríguez Peña y Francisco Limonche Valverde, quienes figuran como vocales y asesores.
Francisco Limonche Valverde es alto cargo de Telefónica Internacional, compañía multinacional que expanden en Latinoamérica, con muchos intereses comerciales en aquel continente. Gracias a la solidaridad de las personas que nos ayudan, es posible que esta Asociación avance en su espíritu fundacional, se lee en una una revista de la Asociación Teléfono Dorado.
Gracias a la gestión directa de Ana Botella con su amigo Juan Villalonga, quien actualmente reside en Miami con el billón de pesetas que obtuvo por irse de la firma, Telefónica contribuye a la tarea de solidaridad con la Línea 900 (900 22 22 23) cuyo importe por llamadas corre siempre a cuenta de Telefónica, mientras los trabajadores de SINTEL continúan esperando pacientemente que resuelvan el desaguisado de una de las grandes estafas de la democracia.
Según el Padre Ángel, el equipo de operarios que atienden las llamadas constituye un equipo integral compuesto por psicólogos, médicos y personas desinteresadas.
Todo este trabajo se nutre de voluntarios. Durante la noche, las líneas son desviadas al domicilio particular de algunos voluntarios. Sin embargo, según varias denuncias archivadas, esos empleados del Padre Ángel, al tiempo que atienden el Teléfono Dorado, someten a las personas solitarias que les llaman a un premeditado y completo interrogatorio, previamente asesorados por el Padre Ángel y el consentimiento de Ana Botella, con preguntas sobre su estado psíquico, necesidades espirituales y estado legal de sus viviendas, si son propietarios, de cualquier otro patrimonio y, sobre todo, de la pensión que reciben. La mayoría firma la tutela para las gestiones correspondientes; cuando mueren, según una cláusula, esa propiedad pasa a engrosar el patrimonio de Mensajeros de la Paz-Edad Dorada. Según el Padre Ángel García, uno de los problemas más graves de todos nuestros mayores es la soledad.
Ana Botella con despacho lujoso
Pero lo que el Padre Ángel no dice es que tiene también un teléfono comercial, 906, el Teléfono de la Solidaridad, cuyo lema es llama y te sentirás reconfortado y solidario. Quienes se sientan animado con ese ardid, escucharán un fragmento de la Biblia grabado con la voz del Padre Ángel. El precio de cada llamada al Teléfono de la Solidaridad, según Telefónica, es 47'24 pesetas el minuto. Sin embargo, según informan al final de la lectura religiosa, el coste de la consulta es 93 pesetas por cada minuto. Mensajeros de la Paz tiene por objeto acoger en Hogares Funcionales a menores privados de ambiente familiar o abandonados, a jóvenes con problemas, en dificultad social y a personas mayores que se encuentran solas, junto a proyectos de cooperación internacional, según puede leerse textualmente en la ficha que la CONGDE (Coordinadora de las ONG) posee. La sede social está en el centro de Madrid, en pleno Rastro madrileño. El edificio, cedido a perpetuidad por el Ayuntamiento de Madrid, como no podía ser menos, nunca pasaría desapercibido; pintado de verde, reza en letras amarillas que allí está Mensajeros de la Paz, Teléfono Dorado y, bajo un dibujo de su gran teléfono, figura el número 900 22 22 23. Mensajeros de la Paz comparte el edificio con las oficinas de la Asociación Provida, franquista y ultramontana organización que tiene en su lucha contra el aborto la bandera de sus enjuagües, miserias y negocios.
El Estado Mayor del Padre Ángel, que tiene allí uno de sus despachos dorados, está en la primera planta. Por supuesto, Ana Botella, presidenta de honor, tiene también su lujoso bufete, provisto de todas las comodidades, incluido un sofá terapéutico para descansar durante las pausas de su tarea, sobre todo entre los momentos tensos en los que despacha las cuentas del negocio con el Padre Ángel, único capítulo en el que no intervienen nadie más que ellos dos, y siempre solos. Según comentarios del Padre Ángel a quien quiere oirle, doña Ana Botella utiliza simbólicamente los despachos para atender llamadas de personas mayores.
Allí siempre hay revuelos de personas, la mayoría de la tercera edad, mientras los teléfono no paran de sonar. Todos corren de un lado a otro. La entrada está decorada con imágenes religiosas y retratos del Padre Ángel, su fundador. La mano derecha de este avispado cura es Nieves Tírez Jiménez, su secretaria, socia en la Fundación Teléfono Dorado, que es quien coordina la apretada agenda de inauguraciones, actividades sociales y visitas a campos de refugiados, levantados por soldados y voluntarios. Programas financiados, dirigidos y coordinados siempre por el ministerio de Defensa, el PP y el Gobierno Aznar como campañas de imagen que divulgan sus adelantados en prensa, radio y televisión, con nombres y apellidos, una de cuyas copias confidenciales está en nuestro poder, que haremos pública cuando lo consideremos más oportuno.
Este singular cura, quien afirma que no le gusta ponerse el alzacuellos, dice que no descuido mi obligación como sacerdote. Su despacho está presidido por una talla en madera de la Virgen, remozada con flores de plástico. Las paredes de su oficina están repletas de fotografías suyas con muchos dirigentes políticos que han estado en los gobiernos desde la cuestionada transición hasta hoy. Desde Felipe González y José María Aznar, Camilo José Cela, el rey Juan Carlos, la reina Sofía, los príncipes y otros miembros de la familia real hasta José Bono y un nutrido iconostasio de personajes ligados a la vida pública, social y, como dice el Padre Ángel en su propio endiosamiento, famosos de siempre que nos dan mucha cancha en prensa; por supuesto, la presidenta Ana Botella es la actriz de todas sus paredes.
Pero el Padre Ángel pretende ser la cara amable de la ONG, aunque no ha podido a pesar de su pardo protagonismo y su obsesión por fotografiarme con las personalidades que nos visiten, para promocionar nuestras insuperables obras cristianas para mayor gloria del Santo Dios, Nuestro Señor. Asturiano, nacido en Mieres el 13 de marzo de 1937, lo que no está claro es hasta dónde llega ese ministerio cristiano, estatutariamente laico; y es que, nunca mejor dicho, Dios está en todas partes. Mensajeros de la Paz cuenta con unas cien residencias de la tercera edad repartidas por todo el territorio del Estado español, numerosos pisos tutelados y casas de acogida. Más de treinta pisos tienen en Madrid, donde Mensajeros de la Paz ha obtenido también, a través de innumerables subvenciones, legales y encubiertas, más de dos mil ochocientos noventa millones de pesetas, y sólo en el año 1999.
Humanización y Comercio
El Padre Ángel tiene buenas relaciones con la nobleza y los dirigentes políticos. Él mismo declaraba que no puedo decir que sea aconfesional o apolítico; nosotros no le preguntamos a la gente de qué religión es, pero tampoco le decimos que no sea católica. Nosotros somos del Gobierno español, esté quien esté. En Méjico o allá donde tengamos un proyecto, lo mismo de los mismo. Prueba de ese eclecticismo es que en la página web de Mensajeros por la Paz, diseñada, regalada y financiada por Telefónica, bajo el calificativo de nuestros amigos, están las fotos del Padre Ángel con personajes del más ramplón espectro político y social, destacando el relieve de las que figura con los famosos, como él denomina a toda la corte de impresentables que abarrotan las revistas del corazón o, lo que es parecido, esas publicaciones antiperiodísticas, ruines y dañinas, que desgraciadamente invaden la vida de este país. y ha nombrado a las primeras damas de cada comunidad autónoma española presidentas de honor de la citada organización.
El nuevo luminoso proyecto para que los mayores no se sientan solos, fue inaugurado hace a mediados de 1999 bajo los auspicios de la infanta Mercedes de Borbón, con apoyo de Alicia Koplowitz, que cedió los terrenos, abriendo el Centro Terapéutico de Animales de Compañía para mayores; perros y gatos para la Tercera Edad. En el luminoso complejo del Padre Ángel y Ana Botella participan la Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE), Fundación Purina y la Escuela de Adiestramiento de la Guardia Civil, así como otras instituciones, destacando entre ellas el ministerio de Interior, cuya aportación económica procede de los Fondos Reservados. Las iniciativas sobrepasan la frontera. Mensajeros de la Paz y el Padre Ángel están presentes en Benin, Bolivia, Brasil, Costa de Marfil y Costa Rica; en Ecuador, Guatemala, México, Miami, Panamá, Perú, Tanzania, Kenia y Uganda, como consta en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. Otra de las iniciativas que ha tenido a bien instaurar el Padre Ángel ha sido el Día de los Abuelos. Para ello quiso contar con el apoyo de las grandes superficies comerciales; sin embargo, algunas se negaron a secundar la iniciativa porque es para negocios de Ana Botella y el Padre Ángel, lo que provocó la ira del cura, quien decidió hacerles la guerra, como quedaba patente en varios artículos de Júbilo, otra de las publicaciones de Mensajeros de la Paz, esa ONG que dice no tener ánimo de lucro.
Cuando una voluntaria le preguntó al Padre Ángel por qué, el cura dijo que el objetivo es humanizar la figura de los abuelos; a lo que la voluntaria replicó con otra pregunta, diciéndole que ¿desde cuándo la humanización pasa por patentes y marcas? El Padre Ángel no cejó en su empeño y, contra viento y marea, el Día de los Abuelos lo celebra desde la primera edición con diferentes actos en cualquier territorio de nuestro país al que lleguemos.
Para el Padre Ángel, el Día de los Abuelos bien vale una misa, como la que tuvo lugar en Santiago de Compostela, dentro de la catedral, concelebrada por dos abuelos que se ordenaron al enviudar, y que legaron todo su patrimonio a favor de Mensajeros de la Paz.
Aquella misa cantada fue retransmitida, por mandato de Ana Botella a Javier González Ferrari, a través de TVE, la privada Televisión Española del PP. Pocos días antes, el Padre Ángel se entrevistó con Manuel Veiga, presidente de la Asamblea de Extremadura, al que pidió que actuase de portavoz ante otros presidentes de parlamentos autonómicos, para que reconocieran oficialmente la fiesta. El Padre Ángel también consiguió que el Papa bendijera su iniciativa; contó también con el apoyo de la Casa Real; como homenaje, el Padre Ángel y Ana Botella decidieron nombrar Abuelos de Oro al rey y a la reina.
Como es fácil comprobar, el Padre Ángel y la propia Ana Botella aprendieron la lección del dictador y saben que hay que tenerlo todo atado y bien atado.
El negocio de Mensajeros de la Paz es un saco sin fondo, cuyas cuentas millonarias benefician a unos y otras. Pero aquel vivero del PP también tiene los pies de barro. Las vinculaciones de Mensajeros de la Paz con la Confederación Católica de Padres de Alumnos (CONCAPA) que fundó Carmen Alverar, con la Iglesia católica, sobre todo con su cúpula, son verdades axiomáticas; es decir, que no es necesario demostrarse. Pero más vinculados están a los Servicios Secretos según un Informe Confidencial del Cesid, para los que han hecho trabajos cuando se les ha solicitado de manera oficiosa y personal. Como se verá, todo queda en casa, pues el espionaje lo hacen de forma habitual y sistemática. Mucho espiar a rebeldes, rojos y ocupas y después resulta que al Servicio Secreto del Estado se le cuela la delincuencia en la cresta del propio Gobierno. La policía identificó al intérprete, protegido por el Padre Ángel (quien acompañaba al presidente José María Aznar y Ana Botella en su promocionada visita a los refugiados albaneses que tenían acogidos), como a un mafioso kosovar que estaba buscando. Gran sorpresa para quienes le seguían la pista, al verlo en televisión; era de toda confianza en la ONG denominada Mensajeros de la Paz. fuente:http://www.losgenoveses.net/Nacionalcatolicismo/padreangel1.html
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2016.05.24 15:31 ShaunaDorothy Las "reformas de mercado" en China: Un análisis trotskista ¡Defender al estado obrero deformado chino! ¡Por la revolución política proletaria! (3 - 3) (Primavera de 2007)

https://archive.is/mnbfW
Al mismo tiempo, las medidas de los estalinistas de Beijing han perjudicado y empobrecido a sectores significativos de la clase obrera y los trabajadores del campo, ensanchado el golfo entre la China urbana y la rural, alentado una clase de empresarios capitalistas con vínculos familiares y financieros con funcionarios del PCCh, así como capitalistas chinos de ultramar, y generado un próspero estrato gerencial-profesional-tecnocrático que disfruta de un estilo de vida occidental.
Hart-Landsberg y Burkett, por un lado, y Lippit, por el otro, expresan los polos opuestos de esa contradicción. Aquéllos eligen evidencias para argumentar que todo ha empeorado para el pueblo trabajador chino. Señalan las profundas y crecientes desigualdades sociales, el crecimiento del desempleo urbano y el deterioro de la salud pública y la educación primaria. Lippit elige evidencias en el sentido opuesto. Señala que la gran mayoría de la población trabajadora —tanto urbana como rural— ha experimentado un ascenso en el nivel de vida, si bien en una tasa bastante desigual. Cita estudios que demuestran que cientos de millones de campesinos han salido de la pobreza en las últimas décadas.
Ni en “China y el socialismo” ni en su respuesta a Lippit, citan Hart-Landsberg y Burkett las estadísticas fácilmente accesibles que indican la medida básica de las cambiantes condiciones económicas de la clase obrera. Entre 1979 y 1998 hubo un aumento en el poder adquisitivo de los obreros manufactureros del cuatro por ciento anual en promedio. Sólo en 1988 y 1989 hubo un descenso debido a la explosivamente alta tasa de inflación de entonces. Entre 1999 y 2002 (según el Anuario estadístico laboral de China de 2003) los salarios crecieron en promedio casi doce por ciento cada año. En los últimos años, los grandes centros industriales como Shenzhen y Shanghai han empezado a experimentar escasez de mano de obra, especialmente de obreros calificados. En consecuencia, los patrones están ofreciendo salarios más altos y mejores prestaciones para atraer trabajadores. Hong Liang, economista de una firma de Wall Street, Goldman Sachs, comentó: “Estamos presenciando el final de la época de oro de mano de obra extremadamente barata en China” (New York Times, 3 de abril de 2006).
Sin embargo, pese a haber mantenido por más de dos décadas una tasa de crecimiento económico cercana al diez por ciento, no todos los sectores de la clase obrera china han experimentado una mejora en sus estándares de vida. Todo lo contrario. Comenzando a mediados de los años 90, las empresas industriales estatales pequeñas y medianas fueron privatizadas, típicamente vendidas a sus antiguos gerentes a precios de liquidación. Como resultado de estas privatizaciones, junto con las fusiones y los simples cierres, entre 20 y 30 millones de obreros, incluyendo un número desproporcionadamente alto de mujeres, fueron despedidos. Los más afortunados encontraron nuevos empleos, especialmente en el sector privado, pero en general con un salario menor y con pocas o ninguna de las extensas prestaciones que les daban las empresas estatales.
Una gran región fue especialmente devastada económicamente por los cierres: el “cinturón del óxido” del noreste, donde se concentraba una gran parte de las plantas industriales más viejas. Ahí, hasta el 40 por ciento de la clase obrera está desempleada. En general, se calcula que el desempleo está entre el seis y el trece por ciento de la población urbana económicamente activa. La Comisión de Desarrollo y Reforma Nacional, una agencia gubernamental que supervisa la política económica, calcula que si la economía crece un ocho por ciento este año, China generará once millones de empleos adicionales. Eso es menos de la mitad de la cifra oficial de 25 millones de desempleados urbanos, sin contar los nuevos ingresos a la fuerza de trabajo (Economist [Londres], 25 de marzo de 2006).
En general se reconoce que la era de “reformas” ha visto un ensanchamiento de las desigualdades, tanto al interior de las ciudades como entre las áreas urbanas y las rurales. Además de la nueva clase de capitalistas ricos, la China urbana tiene hoy una capa significativa de profesionistas pequeñoburgueses cuyos estándares de vida son muy similares a los de sus contrapartes en los países capitalistas avanzados. Mientras tanto, según el Informe de desarrollo humano de China de 2005, publicado por el Programa de Desarrollo de la ONU, la brecha entre el promedio de ingreso excedente de la China urbana y la China rural ha llegado a 3.2 a uno.
Estas estadísticas no deben oscurecer el hecho de que en aspectos importantes ha habido también una mejoría sustancial en las condiciones del campesinado. El consumo de electricidad en las áreas rurales aumentó casi ocho veces entre 1978 y 1997. La mayor parte de las familias campesinas posee aparatos domésticos. Lippit señala que para 1997 dos terceras partes de los hogares rurales tenían al menos un televisor blanco y negro, un medio básico de acceso a la vida cultural moderna.
Sin embargo, en otros aspectos importantes las condiciones del campesinado han empeorado. Las comunas rurales de la era de Mao brindaban atención médica rudimentaria, educación primaria y secundaria, pensiones de vejez y otros programas sociales. Entre 1980 y 1983, el régimen de Deng disolvió las comunas, remplazándolas con granjas familiares con contratos de arrendamiento a largo plazo: el “sistema de responsabilidad doméstica”. Se suponía que los programas sociales que antes brindaban las comunas serían retomados por el gobierno local. Dada la extrema descentralización del sistema de finanzas gubernamentales chino, los escasos recursos de los poblados y aldeas rurales resultaron totalmente inadecuados para ello. Las familias campesinas tuvieron que pagar de su bolsillo la atención médica y la escuela de sus hijos. Las consecuencias sociales fueron las previsibles:
“Pese a un notable progreso en la apertura del acceso a la educación, sigue habiendo serios desequilibrios. Las áreas rurales han quedado muy atrás de las ciudades y la población analfabeta de China se concentra en las áreas rurales. Sigue habiendo grandes diferencias en la calidad de las escuelas y la brecha entre las oportunidades educativas se ensancha conforme aumenta la edad de los estudiantes.
“También sigue habiendo brechas significativas en la salud de los residentes urbanos y los rurales, así como entre los residentes de distintas regiones. La mortandad infantil y materna son dos veces más altas en el campo que en las ciudades… Todos los indicadores muestran claras brechas de nutrición entre los niños rurales y los urbanos.”
—Informe de desarrollo humano de China de 2005
Ha habido un agudo incremento en lo que se llama oficialmente “incidentes masivos de descontento” en el campo. Las protestas y motines campesinos han estado dirigidos contra la toma de tierras por parte de funcionarios locales sin la compensación adecuada y contra los gravámenes arbitrarios, la corrupción y otros abusos burocráticos. En respuesta, el régimen de Hu Jintao ha prometido, bajo la consigna de un “nuevo campo socialista”, mejorar las condiciones del campesinado. El peso de los gravámenes ha disminuido, las cuotas de escuelas primarias y secundarias serán eliminadas para muchos estudiantes rurales y el gobierno central se ha comprometido a destinar más dinero a programas sociales e inversión en infraestructura en las áreas rurales. Sin embargo, como señaló el Economist (11 de marzo de 2006):
“Estas medidas no anuncian ningún cambio importante de políticas. El gasto del gobierno central en el campo seguirá sin pasar del 8.9 por ciento del total del gasto gubernamental, una cifra mayor que el 8.8 por ciento del año pasado pero menor al 9.2 por ciento de 2004. Abolir el impuesto agrícola y otras cuotas impuestas a los campesinos le ahorrará a cada trabajador rural un promedio de 156 yuanes (19 dólares) al año: alrededor de un 4.8 por ciento del ingreso neto.”
Una verdadera disminución de la brecha entre la China rural y la urbana requerirá la redistribución y reasignación masivas de recursos económicos. Introducir tecnología moderna en el campo —desde maquinaria hasta fertilizantes químicos y todo el complejo del cultivo científico— requeriría una base industrial cualitativamente más alta de la que existe hoy. A su vez, un aumento de la productividad agrícola aumentaría la necesidad de una inmensa expansión de empleos industriales en las áreas urbanas para absorber el vasto excedente de mano de obra que el campo ya no necesitaría. Claramente, eso significaría un proceso largo, particularmente dado lo limitado del tamaño y la productividad relativamente baja que aún tiene la base industrial de China. Tanto el ritmo de esta perspectiva como, en última instancia, la posibilidad misma de realizarla, dependen de la ayuda que recibiera China de un Japón socialista o de unos Estados Unidos socialistas, lo que subraya la necesidad de una revolución proletaria internacional.
El proletariado chino y la revolución socialista mundial
Aunque Hart-Landsberg y Burkett argumentan que las condiciones del campesinado y la clase obrera chinos han empeorado durante la era de “reformas”, el eje de su posición yace en un plano fundamentalmente distinto. Condenan el desarrollo de la clase obrera industrial más grande del mundo e identifican esto con la “restauración” del capitalismo. Aquí su perspectiva anarco-populista se contrapone directamente al entendimiento marxista del progreso social y la diferencia de clase entre obreros y campesinos. En su respuesta a Lippit, citan favorablemente una declaración de Tai-lok Lui, un académico izquierdista que participó en la discusión sobre “China y el socialismo” de Critical Asian Studies: “La reforma económica posterior a 1978 ha producido la verdadera proletarización de los obreros y granjeros de China. Realmente han quedado subordinados al mercado y separados de la propiedad de los medios de producción.”
¿Qué quiere decir Tai-lok Lui, para quien las “reformas de mercado” equivalen a la restauración del capitalismo, cuando escribe que el enorme crecimiento del proletariado chino vino acompañado por su separación de “la propiedad de los medios de producción”? Presumiblemente se refiere, además de las privatizaciones de la industria, a la liquidación de las comunas rurales de la era de Mao, que abarcaban a la gran mayoría de la población. Estas comunas eran básicamente un agregado de propiedades campesinas atrasadas que utilizaban métodos que requieren mucha mano de obra y una tecnología relativamente primitiva. En la medida en que la China de Mao era relativamente más igualitaria que la de Deng y sus sucesores, ésta era una igualdad de pobreza en una sociedad abrumadoramente rural.
Para entender el significado histórico de la transformación de un vasto sector del campesinado de China en proletarios, es útil revisar el libro de Karl Kautsky, La cuestión agraria (1899). Lenin lo consideraba una contribución muy importante al entendimiento de la economía mundial moderna. (El revisionismo derechista posterior de Kautsky y su hostilidad a la Revolución Bolchevique no niegan el valor de sus obras anteriores.) Existe, desde luego, una diferencia fundamental entre el carácter de clase de la Alemania imperial de finales del siglo XIX que describió Kautsky y el de la República Popular China. Sin embargo, hay un paralelismo en los efectos sociales de la proletarización del campesinado chino bajo la economía del “socialismo de mercado”. Como escribió Kautsky:
“La fábrica, al juntar los obreros dispersos facilita su entendimiento y pone en comunicación al pueblo industrial con el resto del mundo, porque desarrolla los medios de transporte y atrae los obreros más inteligentes de la ciudad.
“Sirve también de medio para poner en contacto parte de la población agrícola con el proletariado urbano, para despertar en ella la necesidad de la lucha de emancipación y para inducirla a tomar parte activa en esta lucha cuando las circunstancias sean favorables.”
De hecho, los obreros que emigran del campo han estado al frente de luchas obreras recientes en China. En el sureste, muchas jóvenes migrantes se han ido a huelga o se han negado a trabajar bajo las horribles condiciones de los talleres de hambre, produciendo una severa escasez de mano de obra desde el verano de 2004. En Shanghai y Beijing, los obreros migrantes, que conforman el 80 por ciento de la fuerza de trabajo en la industria de la construcción en auge, han conseguido mediante luchas mejores condiciones de trabajo.
Si bien las restricciones al traslado desde la China rural a la urbana se han relajado en las últimas décadas, no han sido eliminadas. Los migrantes, obligados a aceptar los trabajos más peligrosos y degradantes, carecen de los derechos legales de los residentes urbanos y típicamente son forzados a vivir en áreas segregadas. Muchos obreros urbanos miran con desdén a los migrantes, pues piensan que les roban los empleos y deprimen los salarios. Un partido de vanguardia revolucionario en China hoy lucharía por unir a todos los sectores de la clase obrera en alianza con los trabajadores del campo y los pobres urbanos. La lucha por que los migrantes tengan todos los derechos de los que gozan los residentes legales, incluyendo el acceso a la atención médica, la vivienda y la educación pública, así como pago igual por trabajo igual, es parte integral de la perspectiva de una revolución política proletaria.
En su debate sobre China y el socialismo, el liberal Lippit y los autoproclamados marxistas Hart-Landsberg y Burkett comparten un marco fundamentalmente falso. Al nivel económico, uno y otros rechazan el entendimiento marxista de que el capitalismo es un obstáculo al desarrollo global de las fuerzas productivas, y de que éstas sólo podrán progresar sobre la base de una economía internacional planificada y socialista. Al nivel político, uno y otros rechazan la perspectiva de la revolución proletaria mundial como el único medio para alcanzar una sociedad así, resolviendo finalmente el problema de la escasez.
En su análisis seminal de la degeneración estalinista de la URSS, La revolución traicionada (1936), Trotsky cita el comentario de Marx en La ideología alemana (1846) de que “…el desarrollo de las fuerzas productivas es prácticamente la primera condición absolutamente necesaria (del comunismo) por esta razón: que sin él sí se socializaría la indigencia y ésta haría recomenzar la lucha por lo necesario, y recomenzaría, consecuentemente, todo el viejo caos...” Con “todo el viejo caos”, Marx se refería a la opresión de clase, la desigualdad y la explotación. Repudiando totalmente este entendimiento materialista, los estalinistas predicaban la idiotez de que el socialismo podría construirse en un solo país si tan sólo se impidiera la intervención militar imperialista. El corolario de esta perversión del marxismo fueron las traiciones estalinistas a las revoluciones proletarias internacionalmente. En la Unión Soviética, el resultado final fue la devastadora contrarrevolución capitalista. En China, el mal gobierno de los estalinistas ha producido una sociedad plagada de contradicciones y descontento social.
Hoy, la República Popular China muestra tanto las tremendas ventajas que trajo consigo el derrocamiento del sistema capitalista —centralmente, un nivel de crecimiento económico que sobrepasa por mucho al de las neocolonias capitalistas como la India— como los frutos profundamente negativos del dominio burocrático estalinista. Estos incluyen un agudo aumento en la desigualdad, el crecimiento de nuevas fuerzas burguesas entretejidas con la burocracia parasitaria y la amenaza creciente de una contrarrevolución capitalista que destruya las conquistas de las masas obreras y campesinas chinas. Se debe forjar un partido leninista-trotskista que dirija a la inmensa y poderosa clase obrera china al frente de los campesinos y los pobres urbanos en una revolución política proletaria. Como escribió Trotsky en La revolución traicionada:
“No se trata de remplazar un grupo dirigente por otro, sino de cambiar los métodos mismos de la dirección económica y cultural. La arbitrariedad burocrática deberá ceder el lugar a la democracia soviética. El restablecimiento del derecho de crítica y de una libertad electoral auténtica son condiciones necesarias para el desarrollo del país. El restablecimiento de la libertad de los partidos soviéticos y el renacimiento de los sindicatos están implicados. La democracia provocará, en la economía, la revisión radical de los planes en beneficio de los trabajadores… Las ‘normas burguesas de reparto’ serán reducidas a las proporciones estrictamente exigidas por la necesidad y retrocederán a medida que la riqueza social crezca, ante la igualdad socialista… La juventud podrá respirar libremente, criticar, equivocarse, madurar. La ciencia y el arte sacudirán sus cadenas. La política extranjera renovará la tradición del internacionalismo revolucionario.”
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/27/china.html
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2016.05.24 15:28 ShaunaDorothy Las "reformas de mercado" en China: Un análisis trotskista ¡Defender al estado obrero deformado chino! ¡Por la revolución política proletaria! (1 - 2) (Primavera de 2007)

https://archive.is/mnbfW
Espartaco No. 27 Primavera de 2007
Las "reformas de mercado" en China: Un análisis trotskista
¡Defender al estado obrero deformado chino! ¡Por la revolución política proletaria!
El siguiente artículo ha sido traducido de Workers Vanguard Nos. 874 y 875 (4 de agosto y 1º de septiembre de 2006), periódico de nuestros camaradas de la Spartacist League/U.S.
Hace dos años, dos intelectuales estadounidenses de izquierda, Martin Hart-Landsberg y Paul Burkett, produjeron una severa y amplia condena a la economía china de la era de “reformas” desde una perspectiva supuestamente marxista. Su artículo, “China y el socialismo: Reformas de mercado y lucha de clases”, fue publicado originalmente en Monthly Review (julio-agosto de 2004) y subsecuentemente publicado como libro. En particular, los autores se dirigen a los intelectuales “progresistas” que consideran a China un modelo exitoso de desarrollo económico alternativo a las “reformas estructurales” del neoliberalismo, dictadas por el imperialismo estadounidense y el Fondo Monetario Internacional, que han devastado a muchos países subdesarrollados. Hart-Landsberg y Burkett escriben: “No sólo discrepamos con los progresistas que ven en China un modelo de desarrollo (sea socialista o no); pensamos que el proceso por el cual llegaron a esta posición subraya un problema aún más serio: el rechazo general del marxismo por la comunidad progresista.”
Entre los “progresistas” con quienes discrepan está Victor Lippit, quien, con sus copensadores en Critical Asian Studies (37:3 [2005]), respondió con algunos estudios críticos de “China y el socialismo”. A su vez, Hart-Landsberg y Burkett escribieron una larga réplica (Critical Asian Studies 37:4 [2005]).
Lippit, un político liberal que por mucho tiempo ha estudiado la economía china, es básicamente un partidario del programa de “reformas” orientadas al mercado, aunque con algunas críticas de izquierda. Por ejemplo, lamenta el deterioro en los sistemas de salud pública, especialmente en el campo, como “vergonzoso”. Para él, el régimen de Beijing debería gastar muchos más recursos en el cuidado de la salud, la educación y el mejoramiento de las condiciones de la población rural, incluso a costa de la reducción, por corto tiempo, del crecimiento económico como se mide convencionalmente. No obstante, Lippit es definitivamente un optimista sobre China; cita un estudio de Goldman Sachs, un banco inversionista de Wall Street, que proyecta que el producto interno bruto de China habrá sobrepasado al de Estados Unidos para 2041.
A pesar de sus diferencias, Hart-Landsberg y Burkett por un lado y Lippit por el otro comparten ciertas premisas básicas. Todos mantienen equivocadamente que las “reformas” orientadas al mercado han tenido como resultado la restauración del capitalismo en China y además que esto era inevitable. Para Lippit, la modernización de China requiere una continuación e incluso una integración cada vez mayor al sistema capitalista mundial. Él sostiene que “el capitalismo tendrá que haber concluido su papel histórico antes de que éste pueda ser suplantado”, agregando que “el capitalismo de estado benefactor del tipo de la Europa continental puede ser lo mejor que puede hacerse en el presente”. Para Hart-Landsberg y Burkett, un programa socialista en China o donde sea —el cuál identifican con la fórmula confusionista de una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad”— debe tener poco o nada de comercio con los males corruptores del mercado capitalista mundial.
De manera más crucial, todos rechazan la posibilidad de revoluciones socialistas proletarias en los países capitalistas avanzados en cualquier periodo de tiempo históricamente significativo. Lippit lo hace explícitamente, Hart-Landsberg y Burkett implícitamente. Por tanto, la perspectiva trotskista de la modernización de China en el contexto de una economía socialista integrada y planificada a escala mundial está fuera de las fronteras conceptuales de estos protagonistas. Pero este marco, la antítesis del dogma nacionalista maoísta-estalinista de construir el “socialismo en un solo país”, es el único camino para la completa liberación de los trabajadores y las masas campesinas de China.
China hoy: Mitos y realidades
El gobernante Partido Comunista Chino (PCCh) bajo Deng Xiaoping introdujo su programa de reformas orientadas al mercado pocos años después de la muerte de Mao Zedong en 1976. Esto incluyó abrir a China a un enorme volumen de inversión directa de capital concentrado en la manufactura, que subsecuentemente atrajo, por parte de corporaciones occidentales y japonesas y de la burguesía China de ultramar. Los ideólogos burgueses convencionales han señalado el impresionante crecimiento económico de China, especialmente industrial, como prueba positiva de la superioridad de un sistema impulsado por el mercado sobre una economía centralmente planificada y colectivizada (despectivamente llamada “economía comandada” socialista). Por su parte, Lippit es representante de una capa de intelectuales de centro-izquierda que sostienen que China es un excelente ejemplo de una estrategia económica antineoliberal exitosa, basada en un nivel significativo de propiedad estatal y sobre todo en la dirección estatal de la economía.
Esta última perspectiva tiene el mérito de reconocer, a su manera, que los elementos centrales de la economía china, establecida después del derrocamiento del sistema capitalista con la Revolución de 1949, permanecen colectivizados. Las empresas estatales son dominantes en el sector estratégico industrial, tal como el acero, metales no ferrosos, maquinaria pesada, telecomunicaciones, energía eléctrica y refinación y extracción de petróleo. La nacionalización de la tierra ha impedido el surgimiento de una clase de capitalistas agrarios a gran escala que dominen socialmente al campo. El volumen de superávit económico generado fuera del sector de propiedad extranjera es canalizado tanto a los bancos estatales como a la tesorería gubernamental. El control efectivo del sistema financiero ha permitido hasta ahora al régimen de Beijing proteger a China de los movimientos volátiles del capital monetario especulativo que periódicamente causan grandes estragos en los países capitalistas neocoloniales desde el este de Asia hasta América Latina.
Ahora es un lugar común a través de todo el espectro político y geográfico, desde los voceros del régimen del PCCh hasta los analistas de Wall Street, proclamar que China ha avanzado mucho en el camino para convertirse en una “superpotencia” económica mundial hacia la mitad del siglo XXI. Esta perspectiva ignora la vulnerabilidad económica de China en sus relaciones con el mercado capitalista mundial. Ignora la implacable hostilidad de la burguesía imperialista, sobre todo de la clase gobernante estadounidense, hacia la República Popular China, un estado obrero burocráticamente deformado resultado de la Revolución de 1949. Es más, ignora la inestabilidad interna de la sociedad china, la cual ha visto un significativo y creciente nivel de protestas sociales contra las consecuencias del mal gobierno burocrático del PCCh.
En los últimos años, la estrategia económica seguida por el régimen del PCCh ha sido diseñada para lograr un enorme superávit en la balanza comercial con Estados Unidos, lo cual ha llevado a China a ser el más grande poseedor de reservas de divisas extranjeras en el mundo. Esto ha generado crecientes presiones por un proteccionismo económico antichino en los círculos gobernantes estadounidenses. En cualquier caso, tan solo el tamaño del déficit comercial con China será insostenible. Un mayor declive económico en Estados Unidos y/o medidas proteccionistas antiimportación significarían un severo golpe a la economía industrial china. Operaciones de propiedad extranjera y de propiedad conjunta y compañías privadas chinas, así como algunas empresas estatales cuya producción está orientada al mercado de exportación, serían forzadas a llevar a cabo grandes recortes de producción y despidos tanto de obreros industriales como de empleados de oficina. Esto tendría un fuerte efecto depresivo en toda la economía china.
Recientemente, China ha empezado a abrir parcialmente sus bancos a la propiedad extranjera. Si los banqueros de Wall Street, Frankfurt y Tokio adquieren un grado significativo de control sobre el sector financiero chino, los efectos económicos serán probablemente terribles. Algunas empresas estatales grandes con amplias deudas podrían ser forzadas a disminuir la producción y recortar las nóminas. Incluso podría haber un peligro real de una inesperada y masiva retirada de capital monetario, tal como la que provocó la crisis financiera y económica en el este asiático a finales de la década de 1990.
Según la opinión pública burguesa convencional, el capitalismo ya ha sido restaurado en China o está siendo rápida e irreversiblemente restaurado. Sin embargo, como fue el caso de la antigua Unión Soviética, la arena decisiva en la cual una contrarrevolución capitalista tendría que triunfar es al nivel político, en la conquista del poder estatal, no simplemente mediante una extensión cuantitativa del sector privado, ya sea doméstico o extranjero. A su propia manera, la burguesía imperialista, en especial la clase dominante estadounidense, entiende muy bien lo anterior. De ahí el abierto respaldo de los gobiernos de Estados Unidos e Inglaterra hacia los partidos y fuerzas agresivamente anticomunistas en el enclave capitalista de Hong Kong, una antigua colonia británica que es la única parte de la República Popular China (excepto Macao) donde el PCCh no ejerce el monopolio del poder y organización políticos. Por ende, también los gobernantes de Estados Unidos insisten en la necesidad de una “liberación política” en China.
Aspirando a repetir la destrucción contrarrevolucionaria de la Unión Soviética en 1991-92, los imperialistas quieren promover una oposición política anticomunista en China, basada principalmente en la nueva clase de empresarios capitalistas y los elementos entre los funcionarios del PCCh y el estrato de gerentes-profesionistas-tecnócratas atados estrechamente al capital nacional y extranjero.
Al mismo tiempo, el imperialismo estadounidense ha estado incrementando la presión militar sobre China, construyendo bases en Asia Central, intentando rodear a China con instalaciones militares y estableciendo un pacto con Japón el año pasado para defender el bastión capitalista de Taiwán, cuya burguesía sostiene considerables inversiones en la China continental. El Pentágono está tratando de llevar a cabo una estrategia abiertamente anunciada por la pandilla de Bush en Washington para neutralizar el pequeño arsenal nuclear de China en caso de un primer ataque nuclear estadounidense. Como trotskistas, estamos por la defensa militar incondicional de China y los estados obreros burocráticamente deformados restantes —Corea del Norte, Vietnam y Cuba— ante un ataque imperialista y la contrarrevolución capitalista. En particular, apoyamos las pruebas y posesión de armas nucleares de China y Corea del Norte, como una medida disuasiva necesaria contra un chantaje nuclear imperialista.
A pesar y en parte debido a su rápido crecimiento económico y especialmente industrial, China ha llegado a ser una caldera hirviente de descontento popular. Un enorme y estratégicamente poderoso proletariado industrial enfrenta a una sociedad de absoluta y creciente inequidad y desigualdad. Como parte de sus reformas orientadas al mercado, el régimen estalinista de Beijing ha dejado sin recursos financieros al servicio de salud pública y la educación primaria, cuando, más que nunca antes, tales recursos están disponibles para solventar las necesidades básicas del pueblo trabajador chino. Han ocurrido extensas y continuas protestas obreras contra despidos en empresas estatales, por salarios, pensiones y otras prestaciones no pagadas, y abusos similares. Furiosas protestas de campesinos son muy comunes en el campo, y frecuentemente incluyen enfrentamientos violentos con la policía, contra la toma de tierras por parte de funcionarios locales del PCCh dedicados a la especulación inmobiliaria.
La burocracia gobernante está claramente dividida entre los elementos que quieren que las “reformas” económicas continúen sin perder intensidad, y los que quieren más intervención estatal para frenar los estragos de la mercantilización y, por lo tanto, contener el descontento, y otros que procuran regresar a la economía burocráticamente planificada. En algún punto, probablemente cuando los elementos burgueses de dentro y alrededor de la burocracia se movilicen para eliminar el poder político del PCCh, las múltiples tensiones sociales explosivas de la sociedad china harán estallar en pedazos la estructura política de la casta burocrática gobernante. Y cuando eso pase, el destino del país más poblado de la Tierra será planteado agudamente: ya sea por una revolución política proletaria que abra el camino al socialismo o el regreso a la esclavitud capitalista y la subyugación imperialista.
Nosotros estamos por una revolución política proletaria que barra con la opresiva y parasitaria burocracia estalinista y la remplace con un gobierno basado en consejos de obreros y campesinos democráticamente electos. Tal gobierno, bajo la dirección de un partido leninista-trotskista, restablecería una economía centralmente planificada y administrada —incluyendo el monopolio estatal del comercio exterior— no por el arbitrario “comandismo” de una casta burocrática excluyente (que ha producido desastres tales como el del “Gran Salto Adelante” de Mao a finales de los años 50), sino por la más amplia democracia proletaria. Este gobierno expropiaría a la recién surgida clase de empresarios capitalistas chinos y renegociaría los términos de la inversión extranjera según los intereses de la población obrera china, insistiendo, por ejemplo, en mantener las condiciones de los trabajadores por lo menos al mismo nivel que en el sector estatal. Un gobierno obrero revolucionario en China promovería la colectivización voluntaria de la agricultura sobre la base del cultivo mecanizado y científico a gran escala, reconociendo que esto requiere ayuda material sustancial de revoluciones obreras exitosas en los países económicamente más avanzados.
Una revolución política proletaria en China alzando la bandera del internacionalismo socialista sacudiría en verdad al mundo. Haría añicos el clima ideológico de la “muerte del comunismo” propagado por las clases gobernantes imperialistas desde la destrucción de la Unión Soviética. Radicalizaría al proletariado de Japón, la fuerza industrial y el amo imperialista del este asiático. Provocaría una lucha por la reunificación revolucionaria de Corea —mediante una revolución política en la asediada Corea del Norte y una revolución socialista en la Corea del Sur capitalista— y reverberaría entre las masas del sur de Asia, Indonesia y las Filipinas, subyugadas por la austeridad imperialista. Sólo mediante el derrocamiento del dominio de la clase capitalista internacionalmente, particularmente en los centros imperialistas de América del Norte, Europa Occidental y Japón, puede conseguirse la completa modernización de China como parte de un Asia socialista. Es con el fin de proporcionar la dirección necesaria del proletariado en estas luchas que la Liga Comunista Internacional lucha por reforjar la IV Internacional de Trotsky, el partido mundial de la revolución socialista.
El desarrollo económico y la perspectiva mundial comunista
La diferencia entre Hart-Landsberg y Burkett por un lado y Lippit por el otro no es fundamentalmente sobre una evaluación empírica de las condiciones socioeconómicas cambiantes en China durante el pasado cuarto de siglo de la era de “reformas”. Por supuesto que tienen diferencias importantes al respecto —por ejemplo, sobre en qué medida cuantitativa se ha superado la pobreza—. Pero lo que básicamente separa a Hart-Landsberg y Burkett de Lippit es lo que podría nombrarse una jerarquía de valores diferente. Los primeros elevan los antiguos valores de igualdad y comunalidad por encima de la expansión de las fuerzas productivas, ignorando que esto último es una condición necesaria para la liberación de la mayoría de la humanidad de la escasez y el trabajo penoso. Así, argumentan en su réplica: “El éxito de China según los criterios de desarrollo estándares (crecimiento económico, afluencias de inversión extranjera directa y exportaciones), lejos de crear las condiciones para el éxito real o potencial en lo referente al bienestar humano, pudo haber minado, en cambio, las condiciones del desarrollo humano para la mayoría de la población trabajadora china.”
No menos que Lippit, o incluso que los partidarios del neoliberalismo, Hart-Landsberg y Burkett creen que el capitalismo en su presente forma “globalizada” se ve forzado a maximizar el crecimiento económico medido a través del incremento de los bienes y servicios. Esto es directamente contrario al entendimiento marxista de que el modo de producción capitalista y el sistema estado-nación, los cuales están enraizados en el impulso por la acumulación privada de ganancias, detienen el desarrollo progresista de las fuerzas productivas a escala mundial. Un ejemplo es el profundo y creciente empobrecimiento de las masas del África semicolonial, América Latina y partes de Asia.
Escribiendo a principios de los años 30 en el contexto de la depresión económica mundial y el resurgimiento de las rivalidades interimperialistas que pronto llevaron a la Segunda Guerra Mundial, León Trotsky explicó:
“El capitalismo se ha sobrevivido a sí mismo como sistema mundial. Ha dejado de cumplir su misión esencial, el incremento del poder y el bienestar humano. La humanidad no puede permanecer en el nivel que ha alcanzado. Sólo un poderoso incremento en las fuerzas productivas y una organización de la producción y la distribución racional y planificada, esto es, socialista, puede asegurar a la humanidad —a toda la humanidad— un nivel de vida decente y al mismo tiempo darle el precioso sentimiento de libertad con respecto a su propia economía. Libertad en dos sentidos —primero que nada, el hombre no estará más obligado a dedicar la mayor parte de su vida al trabajo físico. Segundo, ya no será más dependiente de las leyes del mercado…
“La tecnología liberó al hombre de la tiranía de los viejos elementos —tierra, agua, fuego y aire— sólo para sujetarlo a su propia tiranía. El hombre dejó de ser un esclavo de la naturaleza para convertirse en un esclavo de la máquina, y todavía peor, un esclavo de la oferta y la demanda. La actual crisis mundial testifica de manera especialmente trágica cómo el hombre, que se sumerge al fondo del océano, que se eleva a la estratosfera, que conversa a través de ondas invisibles con las antípodas, cómo este orgulloso y osado gobernante de la naturaleza permanece siendo esclavo de las fuerzas ciegas de su propia economía. La tarea histórica de nuestra época consiste en remplazar el incontrolable papel del mercado por la planeación razonable, disciplinando las fuerzas de la producción, obligándolas a trabajar juntas en armonía y obedientemente para servir a las necesidades de la humanidad. Sólo sobre esta nueva base social el hombre será capaz de estirar sus cansados miembros y —todo hombre y toda mujer, no sólo unos pocos seleccionados— convertirse en un ciudadano completo en el reino del pensamiento.”
—“En defensa de la Revolución Rusa” (1932), reimpreso en Leon Trotsky Speaks [Discursos de León Trotsky] (1972)
Esta genuina visión marxista del futuro es completamente ajena al pensamiento de Hart-Landsberg y Burkett.
Panaceas anarco-populistas...
Lo que Hart-Landsberg y Burkett contraponen al neoliberalismo es la noción de una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad”. Tanto el término como el concepto son totalmente ajenos al marxismo. “Comunidad” es un término convencional burgués que sirve para oscurecer las divisiones de clase y los conflictos de intereses en la sociedad. Aplicada en particular a China, la noción de una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad” oscurece la diferencia de clases entre los trabajadores y los campesinos. El último es un estrato pequeñoburgués cuyos ingresos se derivan de la propiedad y venta de bienes. Los campesinos tienen un interés material en que los productos comestibles y otros productos agrícolas que ellos venden tengan precios altos en comparación con los precios de los bienes manufacturados que deben comprar tanto para la producción (por ejemplo, fertilizantes químicos, equipo de cultivo) como para el consumo personal. Además, el interés de los campesinos por los precios altos en los productos comestibles no es eliminado mediante la transformación de las parcelas familiares en colectivos agrícolas. El ingreso para los miembros de los colectivos sigue dependiendo en gran medida de los precios que reciben al vender su producción, ya sea a una agencia gubernamental de aprovisionamiento o en el mercado privado.
A pesar de declararse marxistas, la perspectiva de Hart-Landsberg y Burkett equivale a una forma de anarco-populismo. Su noción de una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad” tiene una afinidad con el clásico programa de una federación de comunas políticamente autónomas y en gran medida económicamente autosuficientes asociado con el aventurero anarquista Mijaíl Bakunin en el siglo XIX. Esto puede observarse en la naturaleza de su crítica a la economía china durante la era de Mao, al sostener que la sobrecentralización de la economía fue ineficiente y, de manera más importante, al identificar implícitamente una economía centralmente planificada con control político autoritario:
“La planificación económica se había vuelto sobrecentralizada y, conforme la economía se volvía más compleja, incapaz de responder efectiva y eficientemente a las necesidades de la gente...
“Había una necesidad crítica de construir sobre la solidez de los logros obtenidos por China en el pasado y de conferir poder a los obreros y campesinos para crear nuevas estructuras de toma de decisión y planificación. Entre otras cosas, esto implicaba una reestructuración y descentralización de la economía y de la toma de decisiones por parte del estado para aumentar el control directo de los productores asociados sobre las condiciones y productos de su trabajo.”
Hart-Landsberg y Burkett condenan las crecientes desigualdades generadas por el programa de “reformas” orientadas al mercado. No obstante, lograr un nivel uniforme de salarios y prestaciones en todas las diferentes empresas, industrias y regiones necesariamente requiere una economía centralmente administrada. Solamente un sistema así es capaz de redistribuir los recursos económicos de las empresas, industrias y regiones más productivas hacia las menos productivas.
En las aproximadamente 150 páginas de “China y el socialismo” y la réplica a Lippit y otros, Hart-Landsberg y Burkett no explican cómo una “economía centrada en los trabajadores y la comunidad” funcionaría en los hechos. La mayor parte del tiempo usan esa formulación como un mantra para espantar a los males del neoliberalismo. En algún momento dan como un ejemplo hipotético “la creación de un sistema nacional de salud”, explicando que:
“esto requeriría desarrollar una industria de la construcción para edificar clínicas y hospitales, una industria farmacéutica para tratar enfermedades, una industria de máquinas-herramientas para hacer equipo, una industria de programas de computación para llevar un registro y un sistema educativo para entrenar doctores y enfermeras, etc., todo determinado por el desarrollo de las necesidades y capacidades de la población a los niveles local, nacional y regional.”
En ningún lugar mencionan las instituciones políticas y mecanismos económicos estructurales necesarios para lograr esta loable tarea. ¿Cómo se determinaría la fracción del total de recursos económicos disponibles a gastar en el sistema de salud, y no en otras necesidades tales como la inversión en la expansión industrial y la infraestructura, defensa militar, educación, pensiones, etc.? La coordinación de actividades económicas diferentes (por ejemplo construcción, equipo médico, programas de computación) para desarrollar el sistema de salud requeriría una planificación y administración centralizada. Tal sistema es totalmente compatible con la participación democrática activa de los trabajadores en el lugar de producción, por ejemplo, aconsejando sobre el mejor uso de la tecnología, estableciendo y reforzando estándares seguros, manteniendo una disciplina laboral y cosas por el estilo. La división del total de los recursos económicos entre necesidades contendientes debería ser debatida y decidida en el nivel más alto de un gobierno basado en la democracia proletaria, es decir, un gobierno de consejos obreros y campesinos. La democracia proletaria es esencial para el funcionamiento racional de una economía planificada.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/27/china.html
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2015.09.01 21:05 RaulMarti ¿PORQUÉ ES INEVITABLE LA CAÍDA DEL CAPITALISMO COMO SISTEMA? (2a.nota)

La primera parte de este trabajo fue publicada en PLAZA PODEMOS bajo el título ¿QUE SEÑALA LA CAIDA DE LAS BOLSAS,DE LOS PRECIOS DE LAS MATERIAS PRIMAS,LA DEVALUACION CHINA,LA ESTANFLACIÓN JAPONESA ETC. ¿(UNA INTERPRETACIÓN QUE TRATA DE SER COMPRENSIBLE)
En él se señalaba la importancia de interpretar los datos económicos que nos llegan todos los días, en un contexto que nos hace pensar fundadamente que estamos en los comienzos de un cambio profundo de sistema productivo y social.
Tan profundo como aquel que desde la antigüedad romana (ÉPOCA ESCLAVISTA) se transformó en MEDIEVAL, y este fue sustituído por el al CAPITALISMO, primero MERCANTIL ,luego INDUSTRIAL .
Y éste a su vez, en nuestros días-por disminución de la tasa de ganancia del capitalismo industrial en un mundo con superproducción y subconsumo -se ha transformado en FINANCIERO, sistema parasitario, sin creación de riqueza y en el cual es cada vez mayor la diferencia económica entre dos clases .
Una minoritaria , 1% de la humanidad, poseedora de los medios de producción y de cambio y por otro lado , el 99% restante , parte del cual vive sumido en la necesidad o en la miseria y la otra parte va en camino de ello.
La convicción de que estamos en el comienzo de un cambio de período histórico con la desaparición del capitalismo tal como lo conocemos hoy a través de cambio más rápido que los anteriores, tiene dos vertientes.
Una LÓGICA, basada en el pensamiento aristotélico que desde que fuera formulado en el siglo III a. c. no sólo no ha sido rebatido sino que con él ha funcionado hasta hoy el pensamiento de Occidente.
Y otra FACTICA, basada en hechos interrelacionados
 _____________________ 
1.-LA CONTRADICCIÓN LÓGICA
¿Puede existir un sistema que se caracteriza por la producción cada vez más rápida y torrencial de bienes destinados al consumo usando novedosas y eficaces tecnologías y enviando a la desocupación y privación de salarios ( medios de compra) a sus mismos potenciales consumidores ?
¿Y qué dicen de esto, porqué eluden este simple razonamiento los economistas que trazan sus teorías y gráficos en pizarras , las exponen en conferencias y tertulias, escriben en los periódicos, etc.?
Pedirles respuesta sería ponerlos contra la pared. Enfrentarlos a su propia ignorancia. Tomarlos como lo que son: simples “opinadores” sin fundamento .
Ellos ,que se pasaron años estudiando, que tienen Masters de cuanta universidad existe ¿son creíbles si no tienen respuesta a una pregunta tan simple como esta? (1)
Pero además y como decía Varoufakis en un comentado reportaje de meses atrás, “toda teoría o posición en economía, parte de la toma previa de una posición política” (afirmación; cita no textual)
La economía no es una ciencia exacta, como -por ejemplo- la física o las matemáticas.
Y planteaba el caso de que si ponemos en presencia a dos hombres de ciencia (de la misma rama)discutirán sobre SU ciencia; mientras que si enfrentamos a dos economistas, cada uno pensará del otro que es un charlatán . ___________________________
2.-LOS DATOS DE LA EXPERIENCIA
Esta crisis del consumo a nivel mundial, se refleja entre otras cosas en
a) La bajada del precio del petróleo. A menor actividad industrial, menor consumo. Bajada de precios para incentivar el consumo y las ganancia, motor del sistema. La crisis también los alcanza. El crudo estadounidense extraído con la técnica del fracking( agresor de la tierra) está en sus mínimos desde la crisis financiera.
b)la bolsa china cae, y cae, y cae .Y también la japonesa y la de Shangai que se hunden; y la de Singapur ,y las de Frankfort , París , la New York Exchange de la Wall Street ,y el Ibex 35 español ,etc.
La baja en el consumo prevista, ralentizará y/o podrá llegar a paralizar enormes sectores de la la actividad industrial, ¡Cómo no van a caer los precios de las acciones llegarse a un “¡sálvese quien pueda!” como en la crisis del 29.
c) Se desploman los precios de las materias primas ; falta de consumidores
Millones de productores en los países “en desarrollo” o “emergentes”(léase SUBDESARROLLADOS) lanzados a la desocupación y al hambre en muchos casos. Crisis económicas interiores en esos países que ahora forman parte del circuito de la globalización
En el caso de los productos agrícolas es claro y lacerante.. ¿Con qué comprar alimentos en los países productores de ellos, aunque consumidores estén necesitados pero sin recursos por haber sido lanzados a la desocupación y a la miseria ?
No es la primera vez que en la historia del mundo la gente se muere de hambre y alimentos son incinerados o arrojados al mar. Sucedió en gran escala durante la depresión mundial comenzada el 29 de octubre de 1929.
La producción de minerales, también se mueve en el círculo vicioso de que no se venden ni máquinas ni tenedores, por lo cual en la bolsa de Sao Paulo, están cayendo velozmente las acciones de “Vale do Rio Doce”, una de las más importantes empresas minero-metalúrgicas del mundo, fabricante de aceros , maquinarias y exportadora EN BRUTO de mena (mineral original en la fabricación de hierros y aceros) a la que LOS CHINOS le agregan valor,
c)la devaluación del yuan y del yen
¿Porqué se devalúa una moneda, fuera de puramente especulativas?
Porque la moneda DEVALUADA del país que lo hace (China, en este caso) , por un lado, encarece los costos de los productos importados y mejora la balanza comercial.
Y por otro, abarata los productos para la exportación, haciendo que por su costo menor entren con mayor facilidad en los mercados importadores.
Ello permite activar (o reactivar) la industria y mantener o aumentar la mano de obra ocupada y con ello el consumo interior.
d) A la economía india no le va mejor. Sus exportaciones se desplomaron un 10% en el mes pasado. Y Japón, aún con una nueva devaluación del yen, sigue perdiendo exportaciones y se ubica en la “estanflación” (estancamiento económico con inflación)
¡Pobres aquellos países que todavía hoy pueden mantener una industria funcionando, ante el embate de manufacturas competitivas (China, etc.) de costo inferior para los consumidores nacionales!
¿Comenzará una guerra monetaria? Para competir en la guerra de costos, la variable “salario” integrante de los mismos, tendrá que ser abatida.
Y de esa medicina, además de habérnosla sido administrada,es más lo que de eso nos espera.
Es cierta la noticia que el economista Niño Becerra largó hace unas semanas en La Sexta Noche, de que en España el año próximo habrá todavía menos trabajo.
Por otra parte ,su colega José Carlos Diez, tan conocido en la misma tertulia , escribíó ( (El País-22/8/15) “El consumo mundial se enfría” y subtitula así su nota :“Es probable que el mundo crezca menos y haya episodios de tensión financiera”
A este tipo de planteamiento, al que le preocupa “lo financiero”, como a todos los de la clase que representa habría que gritarle , ” ¿Y lo social, estúpido ?!” (Paráfrasis de Bill Clinton). ______________________________
NOTA: (1)Como “el pensamiento de una sociedad es el de sus clases dominantes”(Marx),el sistema necesita “técnicos” (economistas) que además de “marear la perdiz” prediquen las bienaventuranzas del neoliberalismo.
Hace pocos años,42 asociaciones estudiantiles de 19 países europeos, reclamaron en nota pública , que en sus cursos se enseñara algo más que las teorías de Von Hayek y Milton Friedman(neoliberales-Escuela de Chicago),como por ejemplo el kaeynesianismo, el neokeynesianismo ,el marxismo ,el pensamiento de la escuela de Viena (al cual se adscribe nuestro conocido Niño Becerra),etc.
Que el capitalismo-como sistema-por agotamiento y contradicción meramente lógica- está comenzando a entrar en su etapa final de duración imprevisible paro más rápida que las etapas de transición de los sistemas anteriores. La contradicción lógica :¿puede existir un sistema que se caracteriza por la producción cada vez más rápida y torrencial de bienes destinados al consumo usando novedosas y eficaces tecnologías y enviando a la desocupación y privación de salarios ( medios de compra) a sus mismos (antes) potenciales consumidores ? ¿Y qué dicen de esto-simplemente de esto-los economistas que trazan sus teorías y gráficos en pizarrones , las exponen en conferencias y tertulias, as escriben en los periódicos, etc.? Pedirles respuesta sería explosivo. Y estos señores que se pasaron años estudiando, que tienen Masters de cuanta universidad existe ¿son creíbles si no tienen respuesta a una pregunta tan simple como esta? ___________________________ Esta crisis del consumo a nivel mundial por irresolución de la pregunta básica , se refleja entre otras cosas en a)La bajada del precio del petróleo. A menor actividad industrial, menor consumo. Bajemos los precios a ver si incentivamos el consumo y nuestras ganancias, pues la crisis también nos alcanzará. El crudo estadounidense está en sus mínimos desde la crisis financiera. b)la bolsa china cae, y cae, y cae .Y también la japonesa y la Shangai que se hunden, la de Singapur ,y el Ibex 35 español ,la de Frankfort ,la de París , la New York Exchange de la Wall Street. La baja en el consumo prevista, ralentizará y/o podrá llegar a paralizar enormes sectores de la la actividad industrial, ¡Cómo no van a caer los precios de las acciones ¡ y por esa vía podría llegarse a un ¡sálvese quien pueda! c)Se desploman los precios de las materias primas ;falta de consumidores, lanzados a la desocupación y al hambre en muchos casos. En el caso de los productos agrícolas es claro. ¿Con qué comprar alimentos potenciales consumidores-necesitados pero sin recursos- por haber sido lanzados a la desocupación y al hambre? No es la primera vez que en la historia del mundo la gente se muere de hambre y alimentos son incinerados o arrojados al mar. Sucedió en gran escala durante la depresión mundial comenzada en 1929. De los minerales, por ejemplo. En el círculo vicioso a falta de consumo, no se necesita transformarlos en lo que no se vende (desde máquinas a tenedores). En la bolsa de Sao Paulo, están cayendo velozmente las acciones de Vale do Rio Doce, una de las más importantes empresas minero-metalúrgicas del mundo, fabricante de aceros ,maquinarias y exportadora EN BRUTO de mena (mineral original en la fabricación de hierros y aceros) a la que los valor chinos le agregan valor. c)la devaluación del yuan. ¿Porqué se devalúa una moneda, fuera de razones estrictamente financieras, que en el fondo tienen que ver con la economía real? Porque la moneda DEVALUADA, por un lado, encarece las importaciones al hacer más caros los productos e insumos importados , y mejora la balanza comercial( importaciones-exportaciones) Y por otro, abarata los productos para la exportación , haciendo que por su costo menor entren con mayor facilidad en los mercados importadores Ello permite activar (o reactivar) la industria y mantener o aumentar la mano de obra ocupada y con ello el consumo interior. d)A la economía india no le va mejor. Sus exportaciones se desplomaron un 10% en el mes pasado. Y Japón, aún con una nueva devaluación del yen, sigue perdiendo exportaciones y se ubica en la “estanflación” (estancamiento económico con inflación) ¡Pobres aquellos países que todavía hoy pueden mantener una industria funcionando, ante el embate de manufacturas competitivas de costo inferior para los consumidores nacionales! ¿Comenzará una guerra monetaria? Para competir en la guerra de costos, la variable “salario” integrante de los mismos, tendrá que ser abatida. Y aparentemente, eso es lo que nos espera. El economista José Carlos Diez escribe(El País-22/8/15) y titula su colaboración “El consumo mundial se enfría” y lo subtitula así “Es probable que el mundo crezca menos y haya episodios de tensión financiera” A este tipo de planteamiento, al que le preocupa “lo financiero”, habría que gritarle ,” ¿Y lo social, estúpido ?!”(Paráfrasis de Bill Clinton)
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2015.05.11 13:09 qryq China humilla a Estados Unidos y marca el ritmo de la nueva geopolítica (y 2).

¿Qués es el BAII?
El Banco Asiático de Inversión en Infraestructuras fue propuesto en octubre de 2013 por el presidente chino, XI Jinping, en un discurso ante el parlamento de Indonesia y se constituyó formalmente el 24 de octubre de 2014 en una ceremonia en Beijing con los representantes de los 21 países inicialmente considerados fundadores: China, India, Tailandia, Malasia, Singapur, Filipinas, Pakistán, Bangladesh, Brunei, Camboya, Kazajstán, Kuwait, Laos, Myanmar, Mongolia, Nepal, Omán, Qatar, Sri Lanka, Uzbejistán y Viernam. Es curioso que Indonesia, el país donde se propuso, no farmarse parte inicialmente del mismo, aunque un mes más tarde rectificó y solicitó su ingreso como miembro fundador. Y es significativo que dos países con los que China tiene litigios históricos, como India y Viernam, se hayan unido desde el primer momento, porque pone de manifiesto que la política que se recoge en el "Consenso de Beijing" es algo más que una mera retórica.
Como también se ha dicho antes, en la actualidad son 57 los países que forman parte del BAII, entre ellos Rusia, Sudáfrica, Irán y Brasil. En total, son 34 países asiáticos, 18 europeos, 2 africanos, 2 oceánicos y un latinoamericano.
Tiene como objetivos la infraestructura básica, la electricidad, el acceso al agua potable, la construcción de plantas de tratamiento de aguas residuales y medios de transporte. Tendrá una capitalización cercana a los 100.000 millones de dólares, en su mayor parte proporcionados por China.
No obstante, y para diferenciarse de Estados Unidos en el BM y el FMI, China rechaza expresamente tener la mayoría del capital en votos por lo que su decisión nunca será un motivo de bloqueo mecánico. En el FMI basta con que EEUU diga que no para que algo no se haga. En el BAII no habrá una situación similar y no habrá condiciones a los países, al estilo de los "programas de ajuste" del FMI, porque con el BAII <>, como no hacen el FMI o el BM. Es decir, por mucho que algunos quieran hacer ver que el BAII es un "complemento" del FMI y el BM, no tiene nada que ver, es su claro reemplazo.
China no quería bajo ningún concepto que se pudiese comparar con su modelo de "poder blando" con los métodos utilizados por Estados Unidos en los últimos 70 años con las instituciones surgidas de Bretton Woods. Es decir, sin ser considerado un país que se entromete en los asuntos de los países y con presiones políticas en ellos. Eso lo logra claramente con el BAII.
Pero también China lleva años fortaleciendo su moneda, el yuan o remimbi, internacionalizados ya de hecho, que no de derecho y que en su prioridad número uno es la presión que viene haciendo para que se revisen las cuotas de la cesta de la moneda de reserva del FMI. Ese es el comienzo del fin del dólar, la baza estratégica de China porque no falta mucho para que el yuan o remimbi (que significa "moneda del pueblo") va de forma clara a convertirse en moneda de reserva mundial, disputando la hegemonía del dólar.
En la actualidad, el yuan ya es el quinto medio de moneda de pago de los países, y eso que no es una divisa internacional aún. Mientras la moneda china sube, el dólar baja. Por ejemplo, si hace cinco años el dólar suponía el 72% de las reservas de divisas del mundo, ahora es sólo el 62%, mientras el yuan ya está al 2,9% (y no es divisa internacional todavía) y las previsiones son que este mismo año se sitúe en el 10% si, tal y como quiere China y se verá obligado a reconocer el FMI, la moneda china pasa a ser parte del sistema de derechos especiales de giro. El camino de la desdolarización se acelera, y tanto China como Rusia tienen mucho que ver en ello.
El BAII se suma a otra iniciativa que ya está en marcha y que será operativa el año que viene: el Banco de Nuevo Desarrollo de los BRICS. En él China también va a tener una participación mayoritaria, el 41% del capital. Serán otros 100.000 millones de dólares, de los que Rusia, Brasil e India pondrán cada uno 18.000 millones, Sudáfrica 5.000 millones y el resto China. Luego en el 2016, habrá otro orden geopolítico claro, especialmente en el ámbito económico aunque no sólo. Todos los países BRICS están también en el BAII.
Esto es lo que preocupa a Estados Unidos y a la Unión Europea. Por eso los esfuerzo de Washington para contener lo incontenible. El nacimiento de una estructura multilateral debe ser bienvenido porque asentado el poder económico, vendrá un subyacente poder militar capaz de bloquear a la OTAN. En este sentido, es relevante lo que ocurra este año en la XIV Cumbre de Jefes de Gobierno de la Organización de Cooperación de Shangai (OCS) que tendrá lugar en China, aún sin tener fecha señalada, aunque inicialmente se hablaba de ella para este verano. No obstante, y dado que Irán a pedido ser miembro de pleno derecho de la OCS y que el 30 de junio es la fecha tope para la firma definitiva o no del acuerdo sobre su programa nuclear, es muy probable que se retrase dicha cita hasta finales de año, si el acuerdo finalmente no se rubrica, dado que Irán habla de que sólo habrá firma final si ese mismo día se levantan las sanciones a que está sometido, a lo que se opone Estados Unidos.
Adios a la Asociación Trans.Pacífico (ATP)
Pero esto no es todo. El BAII ha herido de muerte a la Asociación Trans-Pacífico (Australia, Brunei, Canadá, Chile, Japón, Malasia, México, Nueva Zelanda, Perú, Singapur, Estados Unidos y Viernam) que con tanto empeño y cuidado montó Estados unidos para dejar fuera a China. Ahora los chinos le han devuelto el golpe, y con creces. También por la chulería y prepotencia de Estados Unidos, que durante tres años ha estado retrasando el acuerdo final de la ATP por un enfrentamiento con Japón y Canadá por temas agrícolas y de la industria automotriz. A primeros de este año el Congreso de los Estados Unidos decidió retrasar el tema hasta 2017, lo que dio argumentos a algunos de los integrantes de la ATP (como Australia y Singapur, por ejemplo) para sumarse al BAII. Ahora, una vez que estos dos países han decidido formar parte del BAII, el Comité del Congreso estadounidense ha decidido tramitar la ATP "por la vía rápida". Pero, al igual que con el dilema al que se enfrenta Japón, aunque se haga, también llega tarde.
Este impasse ha sido, también, aprovechado por China, que ha propuesto que una vez esté en marcha el BAII, se ponga en funcionamiento el Área de Libre Comercio del Asia-Pacífico, con lo que liquida la ATP. Aquí los países latinoamericanos tendrán que estar, algo que ahora no han hecho en el BAII.
Tomando todo esto en conjunto, representa la más formidable humillación hecha jamás a Estados unidos y el desafío geopolítico de este siglo XXI que se va a parecer muy poco al siglo XX. Es cierto que aún hay incógnitas que despejar, como si el proceso de desdolarización de la economía va a ser lento o rápido y, por el momento, tanto el BAII como el BD de los BRICS van a funcionar con dólares- pero es un hecho que todo indica que esto es coyuntural, como se ha indicado antes con el interés de China por internacionalizar el yuan o remimbi.
Estamos asistiendo a la profundización estratégica de China y a unos momentos que pasarán a la historia. La creación del BAII supone el fin del rol de Estados unidos como garante del sistema económico mundial. No es extraño que China haya considerado "una aplastante victoria" la incorporación de tantos países al BAII pese a las presiones de Estados Unidos.
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2014.12.06 13:43 jesusmariano propuestas plan estr. bloque II

1 PLAN ESTRATÉGICO – PROPUESTAS. BLOQUE II: DIMENSIÓN FÍSICA Y MEDIOAMBIENTAL. La temática del encuentro gira en torno a tres ejes: - Viviendas e infraestructuras - Patrimonio y embellecimiento - Desarrollo sostenible y entorno físico. La mesa la componen tres señoritas o señoras. Virginia (especialista en temas medioambientales), la actual arquitecta y otra persona de la que desconozco nombre y funciones. Señalo en cursiva nuestras opiniones y/o propuestas. La reunión empieza de forma un poco caótica. Tocando temas dispersos e interviniendo técnicos que llevan el debate a un intercambio de opiniones que se salen del orden previsto. Propongo que se reestructure y ordene este debate y así se acepta. Así mismo señalo que por el hecho de escuchar una opinión o propuesta no debe considerarse que es asumida y apoyada por los presentes, ya que ninguna se somete a votación o debate. Las componentes de la mesa dicen que se toma nota solo a efectos de recogida de estas propuestas pero nunca de forma vinculante. En cuanto al tema de viviendas se propone la rehabilitación de viviendas sociales para mejorar la eficiencia energética y confortabilidad mejorando los envolventes para un mejor aislamiento. A raíz de esta exposición se plantea también la necesidad de rehabilitar viviendas en estado ruinoso que cuentan con algún tipo de protección especial en el PGOUM por estar catalogadas como de interés arquitectónico tradicional. Se comenta promocionar la construcción de viviendas sostenibles mediante una normativa local sobre técnicas relativas a la forma de construir y a la mejora de la eficiencia energética de los edificios públicos municipales. Una propuesta apuesta por la implantación de energías renovables para autoconsumo, a lo que argumentamos que esta iniciativa se ve frustrada por la normativa estatal. Promocionar y acondicionar alojamientos para temporeros de las campañas agrícolas (¿?). En cuanto a obras e infraestructuras se comenta la construcción de viales de circunvalación por la zona oeste (Genil) y sur (puente de la Alegría y polígonos industriales), y la terminación de la escollera que evite las inundaciones, aunque estas actuaciones, por su coste, no son asumibles a corto plazo. Se propone la creación de un parque infantil y de ocio cubierto para utilizar todo el año. Completamos esta propuesta con la nuestra sobre “espacios de ocio”. 2 Espacios de ocio. Crear un espacio cubierto y al aire libre dotado de pérgolas, “setas”, iluminación, fuentes, bancos, papeleras, arbolado diseminado y zonas de escenarios o anfiteatros. Este espacio serviría de zona de ocio para los jóvenes, paseo, mercadillos, eventos, actuaciones musicales y/o teatrales o espacios de reuniones para el ciudadano, protegidos de las inclemencias del tiempo atmosférico, proporcionando sombra y refugio ante la lluvia u otros inconvenientes y adaptado a personas con discapacidad y/o limitaciones motrices. La rehabilitación urbana del paseo Alfonso XII, que al parecer consistiría en pavimentar todo el Paseo, a lo que nos opusimos argumentando que perdería su aspecto tradicional y que sería un foco de calor difícil de amortiguar en verano. Proponemos, en cambio, que se planten árboles de sombra en su eje longitudinal y la regeneración del Paseo del Genil y Alameda del Suizo con repoblaciones participativas de especies autóctonas propias del margen de los ríos. El apoyo fue mayoritario. Creación de un nuevo recinto ferial en las afueras del casco urbano (no se concreta donde pero sí se alude a la “zona industrial”). Construcción de la Pasarela peatonal en la A431 que uniría Belén con el Baldío. Completar una red de carril bici desde los polígonos al Baldío, mediante esta pasarela. Creación y recuperación de vías públicas del término municipal. Aquí proponemos la apertura de algunos caminos públicos que están vallados por particulares. Completar las infraestructuras del Polideportivo pavimentando zonas del entorno (campo de la entrada), construcción de un Pabellón cubierto con más vestuarios y oferta de restauración más adecuada y nuevas instalaciones deportivas. No vemos esta propuesta adecuada ni necesaria. Ampliación del Centro de Salud y mejora de los servicios recuperando los perdidos como la Cirugía Mayor Ambulatoria, a la espera de la construcción del CHARE por la Junta. Rehabilitación de construcciones de origen industrial o agrícola en desuso. Aquí se nombra la harinera, ante lo que nos manifestamos en contra ya que la adquisición o inversiones en más edificios debería depender del uso y demanda de estas instalaciones y no es el caso, mientras existan recursos de este tipo infrautilizados. Construcción de una subestación eléctrica en la zona industrial ya que el suministro y distribución es deficitario e impide el desarrollo urbano e industrial. Rehabilitación y restauración de elementos patrimoniales del conjunto histórico artístico y su entorno. En este punto se proponen actuaciones como la rehabilitación del edificio del juzgado para instalar Escuela de Gastronomía y un restaurante que dé servicios a la nueva Plaza de Andalucía (¿otra concesión?). Transformación de las instalaciones de correos en sede de la Policía Local. Intervención en la muralla almohade como itinerario cultural. En este punto manifestamos la incongruencia de las obras actuales con los elementos que, se 3 supone, deberían integrarse en un entorno de la cultura andalusí como la vegetación y los puntos de agua (fuentes, canales), así como la abundancia y el colorido preferentemente gris de la pavimentación. Intervención en el conjunto del Palacio de los Portocarrero (no hay concreción). Adecuación del eje Plaza de Andalucía – Paseo Alfonso XIII (pavimento, mobiliario, toldos,…). No se hace ninguna mención a las obras de Sta. Clara. Sobre la promoción y puesta en valor de los recursos naturales para uso público se menciona la adecuación de la finca La Palmosa y su entorno creando un circuito de Mountain Bike (MTB), repoblación forestal, y adecuación turística de senderos turísticos y ciclistas. En cuanto al Parque Periurbano de Los Cabezos también se cita una adaptación para una escuela municipal de ciclismo de montaña y facilitar, mediante convenios con los propietarios, la adecuación de circuitos ciclistas por fincas colindantes y su conexión con el carril bici urbano. Por nuestra parte añadimos a este punto la señalización de senderos geológico- botánicos, la edición de guías, material didáctico, programa de actividades parra escolares e itinerarios por la zona y la reconversión de la zona de albergue como centro de interpretación del monte mediterráneo y Aula de Naturaleza (lo que en su momento fue) y el control de tratamiento de la flora (podas, talas, cortafuegos,…) tal como está legislado para esta figura de protección. En cuanto a la ampliación y mejora de la eficiencia de las zonas verdes, y estando de acuerdo con este punto, añadimos los puntos de nuestra propuesta sobre calidad ambiental: 1. Red de vías arbolas. Plantación de arbolado de hoja caduca, rápido crecimiento y bajo requerimiento hídrico en travesía desde la antigua algodonera a avenida Aulio Cornelio. 2. Reconversión de solares abandonados en parques, plaza y zona verdes. 3. Plantación de red de arbolado caduco y de sombra en plaza de la alcazaba y colocación de bancos, fuentes y estanques. 4. Rehabilitación de los jardines Reina Victoria y plantación de arbolado en el centro del Paseo Alfonso XIII. 5. Plantación de árboles en plazas públicas. 6. Poda inferior de arboleda instalada en acerado (naranjos) hasta 2 metros. 7. Repoblación y reintroducción de especies autóctonas en las riberas del Genil (Alameda del Suizo). 8. Recuperación de caminos y vías públicas en los accesos y las márgenes de los ríos. 9. Servicio de vigilancia de zonas verdes. En cuanto a la conservación del sistema de pagos de huerta, se trata de mejorar las condiciones existentes se propone la adecuación y rehabilitación de viviendas tradicionales (añadimos que sólo las que sigan un uso agrícola y no de segundas residencias o chalets). Actuaciones en vías de comunicación, zonas de carga, suministro eléctrico, alcantarillado, estabilización de caminos frente a inundaciones, contenedores de RSU y rutas de senderismo y cicloturismo. Finalmente se recogen distintos programas y planes que, si bien existen, hay que actualizar. Se hace referencia a un Plan de movilidad sostenible, que ya existe y habría que evaluar antes de emprender otro nuevo. Optimizar el sistema de gestión de residuos mejorando la disponibilidad del Punto Limpio, su señalización, tratamiento de residuos industriales y peligrosos(que se almacenan si medidas de seguridad), estimular el tratamiento y 4 mercado de subproductos como el aceite usado, neumáticos, pulpa, envases, etc. Renovación de la Agenda 21 Local y su seguimiento y control ciudadano. Actualización del Plan de Optimización Energética, fomento de la I+D+I en el ámbito de la economía baja en carbono estableciendo medidas de mitigación del cambio climático, creación de un espacio de inteligencia ambiental y desarrollo urbano sostenible (control de variables). Infraestructuras logísticas con naves de almacenamiento y distribución de mercancías, báscula de pesaje, medidas de seguridad, etc. Proyecto Planeta Azul (integración de personal con discapacidades en la recuperación y reciclaje de residuos textiles). Otras propuestas · Prospección de pozos de agua para regadío de zonas verdes, polideportivo, baldeo, etc. · Control e identificación de mascotas y animales domésticos para evitar maltratos y abandonos. · Recogida de animales abandonados y apoyo a asociaciones con este objetivo. · Instalación y reposición de papeleras. 29 de noviembre de 2014 Jesús Vaquero
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2014.09.30 18:53 CIRRUS66 EL TRACTORISTA Y SU DECLARACIÓN

Arias Cañete rectifica su declaración para incluir un sobresueldo del PP El candidato a la cartera europea de Acción Climática ha hecho los cambios a última hora CLAUDI PÉREZ Bruselas 30 SEP 2014 - 17:06 CEST18 Archivado en: Miguel Arias Cañete Comisión Europea UE España Organizaciones internacionales Europa Relaciones exteriores
Miguel Arias Cañete ocupará la cartera de Energía y Acción de la Comisión Europea. / FERNANDO ALVARADO (EFE) Recomendar en Facebook70 Twittear329 Enviar a LinkedIn0
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Arias Cañete se enfrenta a una audiencia difícil ante las comisiones de Industria y Medio Ambiente del Parlamento. Por sus declaraciones tras un debate con la candidata socialista, Elena Valenciano, pero sobre todo por las sospechas de conflictos de interés en una parcela muy controvertida. Los Verdes e Izquierda Unitaria ya han anunciado su oposición a su nombramiento, y entre los eurodiputados españoles todos los grupos, salvo el PP, anticipan una audiencia espinosa. Arias puede beneficiarse de un pacto tácito de no agresión entre populares y socialdemócratas, aunque el centroizquierda no anticipa cuál será su voto definitivo.
MÁS INFORMACIÓN Cañete se examina hoy como aspirante a comisario europeo La izquierda presionará a Cañete en la Eurocámara Crece la presión contra Arias Cañete Cañete vende sus acciones en petroleras ante el examen del Parlamento europeo El cargo asignado a Cañete queda por debajo de las expectativas de España Cañete promete inhibirse en asuntos que afecten a sus “intereses personales” El candidato español a la Comisión se ha comprometido por escrito a "no actuar" en asuntos en los que pudiera tener "intereses personales, familiares o financieros", y ha asegurado que durante su mandato como ministro de Agricultura "nunca" tomó decisiones sobre cuestiones en las que pudiera tener "algún interés, directo o indirecto". En la declaración parlamentaria, Arias Cañete —uno de los candidatos a comisario que más dudas suscita en el Parlamento Europeo— responde a las preguntas planteadas por los eurodiputados de las comisiones de Industria y Energía y de Medio Ambiente y trata de despejar dudas sobre su idoneidad para el cargo tras la mala acogida de su nombramiento por varios grupos políticos, que han aireado en los últimos días sus posibles conflictos de interés. Hace 10 días, el exministro se vio forzado a deshacerse del 2,5% que poseía en dos empresas del sector petrolero —Petrolífera Dúcar y Petrologis Canarias— para evitar incompatibilidades con el cargo. Por la venta de las participaciones en ambas sociedades, Arias Cañete obtuvo 437.000 euros.
En su declaración de intereses como candidato a comisario, hecha pública la semana pasada por el Parlamento Europeo, el exministro declara que él y su esposa, Micaela Domecq, poseen 19.000 acciones del BBVA valoradas en algo más de 90.000 euros; 14.000 acciones del Banco Santander valoradas en cerca de 110.000 euros y dos pisos y una oficina en Jerez de la Frontera (Cádiz), municipio del que fue concejal entre 1994 y 2000. Estas propiedades inmobiliarias y las participaciones en empresas cotizadas, sumadas a los casi 440.000 euros que ha obtenido por la venta de las participaciones en Petrolífera Dúcar y Petrologis Canarias, le convierten en el candidato a comisario con más activos declarados del Gabinete de Jean-Claude Juncker. En su declaración apunta que durante los tres años anteriores a la legislatura recibió ingresos como ministro de Agricultura, diputado, presidente de Dúcar y Petrologis (las dos empresas que ha vendido), abogado y tertuliano de la cadena COPE. Además, perteneció al conejo de la Fundación RACE y la FAES. Desde esta mañana se sabe también que cobró entre 1.000 y 5.000 euros mensuales (antes de impuestos) por presidir el comité electoral nacional del PP, una información que no proporcionó en la anterior declaración, del pasado 10 de junio.
En su declaración de intereses, el exministro declaró que él y su esposa poseen acciones del BBVA valoradas en 90.000 euros; acciones del Santander por 110.000 euros, dos pisos y una oficina en Cádiz Pese a la reciente enajenación de sus participaciones en ambas sociedades —llegó a presidir Dúcar entre 2005 (pocos meses después de abandonar el Gobierno) y 2011 (semanas antes de ser nombrado, de nuevo, ministro)—, los lazos con Cañete siguen siendo evidentes hasta el punto de que su cuñado, Miguel Domecq Solís, le relevó en la presidencia de Dúcar. El partido ecologista Equo, adscrito a Los Verdes europeos, ha ido incluso más lejos al asegurar el pasado miércoles que “familiares directos” del candidato a comisario de Energía y Clima siguen controlando el 72% y el 79% de Dúcar y de Petrologis respectivamente.
A lo largo de su carrera política, Arias Cañete ha tenido que hacer frente a varias acusaciones de conflicto de intereses. En su anterior etapa en Bruselas tuvo que salir al paso de varias informaciones que indicaban que simultaneó diversos negocios agrícolas con su puesto en la Comisión de Agricultura de la Eurocámara. A finales de la década de los noventa, el entonces eurodiputado del Partido Popular y presidente de la comisión de Desarrollo Rural también omitió incluir en su declaración de intereses que era consejero de una empresa agraria.
La respuesta por escrito es solo la primera parte del examen que pasará Arias Cañete mañana, cuando el exministro tendrá que someterse —esta vez presencialmente— a las preguntas de los eurodiputados adscritos a las comisiones de Medio Ambiente y de Energía. Fuentes parlamentarias no dudan en señalar esta cita como “una de las más pruebas duras” de cuántas tendrán que afrontar los futuros miembros del Ejecutivo comunitario.
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2014.09.17 13:55 maskafulez Propuesta de estímulo al sector rural: Cesión al ciudadano de espacios para uso agrícola o ganadero ya sean de titularidad pública como privada.

Propongo esta medida con las siguientes finalidades, entre otras: de apoyo a la economía familiar, estímulo para la recuperación del sector rural, agrario e industrial relacionado, y finalmente como pinza frente a la especulación por via de los productos básicos que hacen potentes multinacionales y grupos que controlan cadenas de grandes superficies. En sintonía con medidas que algunos municipios españoles han tomado, ceder espacio público agrícola en desuso a personas que lo soliciten. Mi propuesta pasa por el establecimiento por ley de la cesión de un espacio rural para uso agrícola o ganadero asignado a cada ciudadano que lo solicite. Por supuesto y en sintonía con los requisitos que en estos municipios se establecen, tanto del uso que vaya a darse, etc.
En el supuesto de que no exista suficiente espacio, yo sugeriría establecer un catalogo de espacios privados disponibles y un estudio del uso que se les está dando y considerar aquellos que se encuentren en situación de especulación, abandono, o desuso para un plan que pudiera incluir, por ejemplo la posibilidad de condonar cualquier impuesto derivado del mismo a aquellos particulares que lo cediesen para el uso público que aquí se cita. Y en el caso de ser cedido a empresas con la misma finalidad, ser ellas las que debieran hacerse cargo del pago de cualquier impuesto al respecto.
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